| Octubre 2008 |
| Semana del 21 al 28 de Octubre.
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Especial: Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2008 - Fotos de Smart Fortwo Coupé, Fiat Cinqüecento, Ford Ka Trail, Peugeot 207 CC, BMW M3 Cabrio, Citroën C4 hatch, Honda New Fit, Dodge Trazo, Chevrolet Malibu e Volkswagen Pick-up Concept: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Carta Z Notícias.
Dúvidas sobre rodas
Entre a euforia do crescimento e a perplexidade da crise, Salão de São Paulo 2008 questiona o futuro
por Luiz Humberto Monteiro Pereira /
Auto Press
A edição 2008 do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo abre suas portas entre 30 de outubro e 9 de novembro num momento singular. De janeiro até agosto, o mercado automotivo brasileiro quebrou sucessivos recordes de vendas e produção. Por isso, todas as marcas sonhavam que a visibilidade do evento automotivo paulistano ajudaria a exibir produtos e ampliar ainda mais os negócios. Mas, depois de um setembro esquisito, seguido de um outubro ainda pior, as ações despencaram em todo o mundo. Por aqui, além da queda da Bolsa, o dólar disparou e os financiamentos ficaram mais difíceis. Resultado: o consumidor adiou as compras e as vendas caíram sensivelmente nos últimos dois meses. Em clima de ressaca depois de uma longa festa, 40 marcas de automóveis esperam um público estimado em 650 mil pessoas no Parque de Exposições do Anhembi.
Além dos que visitarão os 85 mil m2 por onde se espalham os diversos expositores, milhões de aficionados por automóveis acompanham o evento através da imprensa brasileira e de outros países. Afinal, a 25ª edição do Salão de São Paulo é a primeira a integrar o calendário oficial de eventos da OICA, a organização internacional dos construtores de automóveis. Por isso, mais do que nunca, ninguém quer fazer feio.
O Salão de São Paulo 2009 revela ao publico a estréia de uma nova marca no país. A Smart, fábrica de subcompactos controlada pela alemã Daimler AG, desembarca por aqui em 2009 com o Fortwo Coupé, produzido na França. No mesmo segmento de subcompactos, a Fiat exibe o polonês Cinqüecento, lançado do ano passado na Europa e que chega ao Brasil no segundo semestre. E essa “pequena batalha” vai se acirrar com a chegada de outra marca nova de subcompactos, a Mini, controlada pela alemã BMW. Embora não esteja no Salão, o Mini tem sua importação confirmada para 2009. Pouco maior que esses três, o Ford Ka brasileiro exibe uma interessante versão Trail, com adereços off-road bem ao gosto do consumidor brasileiro.
Mas, muito além dos subcompactos, o Salão traz novidades interessantes para todos os gostos, em todos os segmentos. Dos conversíveis Peugeot 207 CC, BMW M3 Cabrio e Volkswagen Eos aos hatches Citroën C4, Hyundai i30 e Effa Lifan 520. Dos monovolumes Honda New Fit e Nissan Livina aos sedãs médios Dodge Trazo e o Kia Cerato. Dos sedãs grandes Chevrolet Malibu e BMW Série 7 aos utilitários esportivos Chevrolet Traverse e Seat Altea Freetrack. Se o mercado automotivo nacional ficará tão bem quanto a euforia do início do ano sugeria ou tão mal quanto a depressão dos últimos dois meses ameaça, ninguém sabe dizer ao certo. E o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2008 reflete bem esse clima de tensa expectativa.
Estande a estande
Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2008
BRM - Os dois modelos expostos pelo fabricante paulistano de buggys, que completa 40 anos em 2009, são em estilo “tunning”, cheios de opcionais: um M-8 Long laranja, batizado de “Orange Power”, e um M-11 rosa, que leva o nome de “Glamour Pink”.
BMW - A marca germânica reserva lugar de destaque para o M3 Cabrio, equipado com motor V8 de 4,0 litros com 421 cv, e para a quinta geração do luxuoso sedã grande Série 7, com motor V8 de 4,4 litros com 408 cv. Uma versão blindada de fábrica do utilitário esportivo X5 é a outra novidade da BMW.
Chana - A primeira montadora chinesa a ter representação comercial no mercado brasileiro lança a versão Cargo CD, de cabine dupla, de seu utilitário. O modelo é equipado com um motor 1.0 de 53 cv.
Chevrolet - A marca da General Motors no Brasil traz várias novidades ao evento automotivo paulistano. Uma delas é o vistoso sedã americano Malibu, exposto no estande em uma versão híbrida, que deve dar as caras no Brasil no ano que vem, só que em sua versão com motor a gasolina 2.4 litros de quatro cilindros VVT Ecotec. Além dele, o crossover Traverse também chegará para ocupar um nicho de mercado acima do Captiva e, principalmente, para brigar com o Ford Edge. Também são exibidas a versão definitiva do badalado veículo elétrico Volt e ainda o GPix, um crossover cupê conceitual desenvolvido no Centro de Design da General Motors em São Caetano do Sul que adianta alguns dos rumos estilísticos da marca nos próximos anos.
Chrysler, Dodge e Jeep - Destaque para a avant-première mundial do modelo mexicano Trazo C1.8, uma versão Dodge do Nissan Tiida sedã, equipado com motor flexfuel 1.8. A Jeep estréia a versão com motor 3.0 turbo-diesel do Grand Cherokee, com 215 cv. Sem novidades para mostrar, a Chrysler festeja os 25 anos do surgimento das minivans, segmento atualmente representado no Brasil pela Town&Country.
Citroën - Além do recém-lançado C4 Pallas flex, mostra os novos modelos que chegam às concessionárias em 2009: C4 hatch, C4 Picasso de cinco lugares e a nova linha C5, em versão sedã e Tourer. As esperanças de maiores vendas estão com o hatch produzido na Argentina, que chega em março com motores flex 1.6 e 2.0, com opções de câmbio manual ou automático.
Effa Motors - A Effa já trazia para o Brasil modelos das marcas chinesas Changhe e Hafei. E agora lança por aqui a marca Lifan. São o Lifan 520 hatch e sedã, com motores 1.3 e 1.6 litros, e o Lifan 620 sedã, com motor 1.6.
Ferrari - A marca italiana do cavalinho empinado exibe três versões do F430 - Scuderia, Spyder e cupê. Além deles, 599 GTB e Scaglieti também fazem a festa dos inúmeros fãs da Ferrari.
Fiat - A grande atração da fábrica de Betim é bem pequena. Produzido na Polônia, o compacto Cinqüecento é um sucesso de vendas na Europa e será importado para o Brasil no segundo semestre de 2009. De quebra, a marca italiana exibe o conceito nacional FCC-2, com motorização elétrica, design futurista e utilizando materiais recicláveis.
Ford - O recém-lançado crossover Edge divide as atenções com o “showcar” Mustang GT500 King of Road e com algumas interessantes variantes do Focus, como a esportiva ST, com seus 225 cv, e a requintada Titanium. O pequeno Ka também surge nas versões conceituais Trail - que, com seus paramentos “off-road light”, deve chegar rapidamente às concessionárias -, além da dupla formada pelo gracioso conversível Beauty e pelo esportivo The Beast.
Hafei e Jinbei - Numa esperta jogada de marketing, a CN Auto importa para o Brasil modelos das marcas chinesas Hafei e Jinbei e os batiza aqui com nomes “emprestados” da extinta marca sul-coreana Asia Motors, que chegou a fazer algum sucesso no Brasil na década passada. Trata-se da Towner, agora produzida pela Hafei Motor, e da Topic, da fábrica Shenyang Brilliance Jinbei. As vans chinesas tentam repetir a fórmula da Asia: modelos despojados, mais baratos que a concorrência e com bom aproveitamento de espaço.
Honda - A grande atração é o New Fit, que já chega às concessionárias em novembro. O carro sofreu profundas modificações em relação ao Fit anterior, já que comprimento, altura, largura e distância entre-eixos foram aumentados. E agora o monovolume conta com quatro opções: 1.4 litro, nas versões LX e LXL, e 1.5 litro, nas versões EX e EXL. Todos têm opção de câmbio manual ou automático de cinco velocidades.
Hyundai - Além do já conhecido “best seller” Tucson, se destacam no estande da marca sul-coreana o luxuoso sedã Genesis, com motores V6 de 3.3 litros e de 3.8 litros, e o hatch médio i30.
Jaguar - A marca britânica exibe os modelos 2009 de XKR e X-Type, além do recém-lançado XF, que apresenta o novo design da Jaguar. O XF está exposto nas versões Premium Luxo 3.0 V6, de 240 cv, e S/C Supercharged, equipada com um V8 de 4.2 litros disponibiliza 420 cv.
Kia - A maior curiosidade do estande da marca sul-coreana é o monovolume médio Soul, que está cotado para ser o primeiro modelo produzido na fábrica que a Kia vai construir em São Paulo. O utilitário esportivo Mohave e o compacto Rio também chegam ao Brasil em 2009.
Land Rover - Além das linhas Defender, Discovery, Freelander e Range Rover, a tradicionalíssima marca inglesa de veículos 4X4 exibe no Brasil um veículo com passagens por diversos “motorshows” internacionais, o conceito LRX. Desenvolvido com foco na sustentabilidade, vários de seus componentes utilizam materiais reciclados ou recicláveis.
Lamborghini - O Gallardo aparece nas versões Spyder e Superleggera e o Murciélago com o LP640 e LP640 Roadster.
Lotus - Os esportivos Exige S, S 240 e Club Racer e Elise SC são os destaques da marca inglesa.
Mahindra - Apresenta os novos opcionais de sua linha de utilitários Scorpio, produzida pela Bramont na Zona Franca de Manaus. As pick-ups e o SUV da marca indiana passam a oferecer, entre outros “mimos”, sensor de estacionamento com câmara, sistema autoblocante do diferencial, airbag, GPS e sistema de áudio com MP3 e DVD.
Maserati - Exibe o renovado sedã de luxo Quattroporte e o esportivo GranTurismo S, com motor V8 de 4.7 litros, com 446 cv.
Mercedes-Benz - A marca da estrela estréia no Salão sete novos modelos. Um dos destaque é produzido em Juiz de Fora: o CLC 200 K. Lançado em fevereiro no mercado internacional, o cupê mineiro começa no início de 2009 a ser vendido também no Brasil. Entre as novidades importadas, o novo utilitário esportivo GLK 280 e as versões recentemente reestilizadas dos Classes B, CLS, SLK, M e SL
Mitsubishi - A pick-up Triton RS preparada para a competição de rally Mitsubishi Cup é uma das atrações da marca japonesa, que exibe ainda o sofisticado sedã Concept ZT, com motor a diesel “limpo” de 2,2 litros.
Nissan - A marca revela ao público seus primeiros automóveis de passeio produzidos no Brasil, que serão lançados no ano que vem: o Livina, para cinco pessoas, e o Grande Livina, com capacidade para sete passageiros, com motores 1.6 e 1.8. O esportivo GT-R também tem lugar de destaque, com seu motor V6 de 3.8 litros e 473 cv.
Pagani - Importada pela empresa paulistana Platinuss, a marca italiana exibe os superesportivos Zonda Roaster F e Zonda F Clubsport, ambos com motor Mercedes-Benz AMG V12 de 7.3 litros, com 659 cv.
Peugeot - A marca do leão apresenta o 207 Passion, que marca sua entrada no disputadíssimo segmento de sedãs compactos. A versão “aventureira” Escapade do 207 SW também estréia no Salão, equipada com motor flex 1.6 16V, de 113 cv. Além disso, a Peugeot aproveita para testar a receptividade do 207 CC. Embora a marca não confirme, a versão cupê-cabriolet do compacto, fabricada na França, chega ao Brasil em 2009, com um motor a gasolina 1.6i, de 120 cv.
Porsche - Traz a linha 2009 do 911, nas versões Carrera S, Carrera 4S, Carrera 4S Cabrio e Targa 4S, além do Turbo e Turbo Cabrio, anteriormente renovados.
Renault - Além do conceito Sand'Up, que traz elementos estéticos que devem estar na futura pick-up Sandero, o grande destaque da marca do losango é o recém-lançado Sandero Sportway, a charmosa versão com enfeites lameiros do hatch derivado do Logan.
Seat - A marca da Catalunha controlada pelo Grupo Volkswagen ensaia mais uma vez a sua volta ao Brasil, agora com o Altea Freetrack XL 4X4. Equipado com motor 2.0 turbo de 200 cv, o utilitário esportivo foi trazido ao Salão, segundo a Volkswagen, para que o público possa expressar sua opinião sobre ele.
Smart - A marca suíça controlada pela Daimler faz a sua estréia no mercado brasileiro apresentado o subcompacto Fortwo, equipado com motor 1.0 turbo de 84 cv e transmissão automática de cinco velocidades. A Daimler promete que o carro chega no primeiro semestre de 2009, a um preço que hoje seria entre R$ 55 mil e R$ 60 mil. O preço definitivo vai depender da variação cambial.
Ssangyong - Sem maiores novidades, a marca sul-coreana lança uma versão com motor 2.3 litros a gasolina com 150 cv do utilitário esportivo Actyon e outra com motor diesel 2.0 litros de 141 cv e câmbio mecânico da pick-up Actyon Sports.
Subaru - A nova geração do sedã esportivo Impreza é a novidade da marca japonesa.
Suzuki - De volta ao Brasil, a marca japonesa mostra o Grand Vitara, lançado no país em setembro.
TAC - No Salão de São Paulo, a catarinense TAC vai receber reservas para o primeiro lote do Stark. Segundo a marca, as primeiras 25 unidades do jipe de fibra de vidro produzido em Joinville, com motorização 2.3 litros 16 V turbo-diesel intercooler da Fiat Power Train, serão entregues aos consumidores a partir de outubro do ano que vem. O preço deve ficar em torno de R$ 90 mil.
Toyota - Além dos modelos já vendidos no Brasil, com destaque para a recém-lançada linha Hilux e SW4, a Toyota exibe algumas versões conceituais já exibidas em outros salões internacionais, como o RIN e o 1/X.
Troller - A marca cearense controlada pela Ford apresenta a versão remodelada do jipe TR4.
Volkswagen - Além dos modelos já vendidos no Brasil, a Volkswagen traz algumas novidades. Entre os destaques do imenso estande está a Pick-up Concept, que antecipa os atributos estéticos da futura pick-up média da marca, que será produzida na Argentina em 2010. O conversível Eos, o utilitário-esportivo compacto Tiguan e o cupê de quatro portas Passat CC são importados com chegada ao Brasil já confirmada para 2009. E lá estão ainda versões do Gol, Fox e Polo que apresentam o conceito ecologicamente correto BlueMotion.
Volvo - O crossover XC60, que chega ao mercado nacional no início de 2009, é o grande destaque no estande da marca sueca.
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AutoMundo - Fotos do Renault Sand'up: divulgação.
Pequeno versátil
Com o Sand'up a Renault apresenta o seu primeiro protótipo nacional
por Julio Cabral /
Auto Press
Desenhado pelo Renault Design América Latina em São Paulo, o Sand'up Concept não é apenas um devaneio estilístico, como outros conceitos nascidos para permanecer longe das ruas. Ele é, na verdade, o protótipo da futura pick-up de pequeno porte que o fabricante pretende lançar em 2009, ainda sem data marcada. Embora na Europa a pick-up da plataforma B0 seja construída sobre o sedã Logan, no Brasil ela vestirá a roupagem mais jovial do Sandero, fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná. O conceito foi inspirado na versão Stepway do hatch compacto e pode se converter em pick-up ou conversível, de acordo com a ocasião.
Equipado com um teto rígido removível – hard top – o modelo possui espaço para quatro ocupantes, que viajam em bancos individuais. Sem o teto e com os bancos traseiros rebatidos, criar-se uma caçamba capaz de comportar até 500 quilos de carga. E, nessa configuração, pode ser colocado outro teto rígido, que cobre apenas os passageiros dianteiros, o que dá ao Sand'up um ar de pick-up.
Essa versatilidade não representou um aumento expressivo da carroceria, que manteve as mesmas medidas de comprimento e entre-eixos do Sandero, 4,09 m e 2,58 m, respectivamente, e cresceu apenas em largura – de 1,74 m para 1,80 m –, centímetros creditados aos generosos extensores dos pára-lamas. A versão definitiva deverá possuir um entre-eixos alongado em relação ao hatch. Já a pick-up Logan européia tem expressivos 2,90 m de entre-eixos e comporta até 800 kg em sua caçamba.
Pintado predominantemente em cinza metálico, o Sand'up exibe um tom mais escuro da cor em seus abundantes apliques de plástico, como proteções da carroceria, que são contornadas por um estreito friso vermelho. A dianteira mantém boa parte do visual do Sandero Stepway, inclusive a grade. Embora o formato dos conjuntos óticos tenha sido mantido, o canhão do farol é estilizado com detalhes em laranja, que preenchem bem o espaço da lente.
Os detalhes em vermelho estão por toda a carroceria. Além dos apliques que emulam um quebra-mato na dianteira e um defletor na traseira, a cor está presente no teto removível. A peça não é integrada às pequenas janelas laterais, formadas por painéis individuais. A tampa do porta-malas se abre de maneira independente. A superior se integra à capota removível, enquanto a aba inferior se liga a carroceria.
O perfil se destaca pelas massivas rodas aro 18 calçadas com largos pneus 235/50, com acabamento em preto e cinza grafite. Os discos de freios nas quatro rodas possuem pinças pintadas em vermelho. As portas-tesoura são feitas de policarbonato translúcido e são erguidas por um sistema eletro-hidráulico. No lugar dos espelhos retrovisores estão instaladas câmaras, que exibem em um monitor de LCD tudo o que se passa nas laterais do veículo.
A parte traseira ostenta duas saídas de escape, embutidas no robusto pára-choque. As lanternas possuem o mesmo recorte encontrado nas do hatch, mas com uma capa com grafismo diferenciado e, ao invés de lâmpadas, são iluminadas por LEDs. O recorte das lanternas, posicionadas na linha de cintura, pode ser utilizado na futura pick up.
A parte interna recebeu doses de modernidade também. Os bancos dianteiros são do tipo anatômicos em formato de concha, de menor espessura. Os instrumentos ganharam molduras cromadas e possuem cores diferentes, branca para o conta-giros à esquerda e preta para o velocímetro. O volante personalizado é inspirado nos que equipam carros de competição, com sua borda achatada e anel superior em vermelho, que indica a posição do aro em curvas.
A parte superior do painel é semelhante àquela do modelo de série, com saídas de ar com anéis prateados. O console central exibe as maiores modificações. Na parte inferior estão dispostos os controles integrados do rádio, do ar-condicionado e do GPS – com direito a mapa –, cujos dados são exibidos em uma tela de LCD logo acima.
Na parte mecânica não há novidades. O motor é o mesmo utilizado nas versões top do hatch, o 1.6 16V Hi-Flex, com 107 cv a gasolina e 112 a álcool, a 5.750 rpm, capaz de gerar até 15,5 kgfm de torque. A tração é dianteira, com um câmbio manual de cinco marchas.
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Autotal,
por Luiz Fernando Lovik -
Fotos do Mercedes-Benz Classe B170, do Citroën C4 Picasso de 5 lugares: Divulgação; Fotos do BMW Série 750i e do Volkswagen Eos: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Carta Z Notícias; e Foto do Nissan Livina: Divulgação.
B Barato
A Mercedes-Benz ganhou um importante modelo de vendas no Brasil. Trata-se do Classe B 170, a nova versão de entrada do monovolume de luxo, exibido até o dia 9 de novembro, domingo, no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Com preço de R$ 100 mil, a minivan passa a ser o modelo mais em conta da Mercedes no país, à frente até mesmo da minivan compacta Classe A 200, vendida a R$ 114.900. O novo Classe B 170 introduz ainda as ligeiras modificações estéticas feitas recentemente no pára-choques dianteiro, na grade e nos retrovisores laterais, que aparecem também nas versões B 200 e B 200 Turbo, vendidas desde 2006.
Empurrado pela unidade de força 1.7 litro de 116 cv de potência, acoplada a uma transmissão automática continuamente variável CVT, o Classe B 170 já vem de série recheado de equipamentos. Entre eles, o ar-condicionado automático digital, direção hidráulica autoadaptativa, comandos elétricos dos vidros, espelhos laterais e travas, rádio/CD com MP3, além de airbags frontais, laterais e do tipo cortina e freios com ABS, distribuidor de frenagem EBD e assistente de emergência BAS.
Menor proporção
A Citröen promete para janeiro a versão de cinco lugares da nova geração do monovolume C4 Picasso, que se somará à versão Grand Picasso para sete passageiros à venda no país desde maio. Lançado na Europa em 2007, o modelo tem comprimento 12 centímetros menor – 4,47 m contra 4,59 m do Grand –, embora o seu entre-eixos seja o mesmo, com 2,73 m. Ele é equipado com o mesmo motor 2.0 16V a gasolina de 143 cv.
Além do menor comprimento, a C4 Picasso para cinco passageiros possui uma estética diferenciada. Ao contrário da versão maior, as volumosas lanternas são horizontais, em vez de verticalizadas nas colunas traseiras, e possuem desenho semelhante àquelas que equipam o sedã médio-grande C5. A linha de cintura apresenta um pequeno degrau na altura da porta traseira, tal como a sua linha do teto. A partir de 2010, o modelo deverá ser fabricado na planta de Palomar, na Argentina, onde já são produzidos o C4 hatch e o sedã C4 Pallas.
Luxo no ápice
A BMW aproveita a 25ª edição do Salão do Automóvel de São Paulo, aberta ao público até o domingo dia 9 de novembro, para mostrar a quinta geração do sedã topo de linha Série 7. O maior e mais luxuoso modelo da marca bávara virá para o Brasil inicialmente equipado com o violento motor 4.4 litros V8 biturbo a gasolina, dotado de injeção direta de combustível de alta precisão e capaz de gerar 407 cv de potência e torque de 61,2 kgfm. Acoplado a um câmbio automático de seis velocidades, ele leva o novo Série 750i de zero a 100 km/h em 5,2 segundos e à máxima de 250 km/h – limitada eletronicamente.
Entre os itens de série, o sedã grande da BMW é mais que completo. Na parte de segurança, traz airbags frontais, laterais e de cortina, faróis bixenon autodirecionais, controles de estabilidade e de tração, além de sensores de monitoramento da pressão dos pneus do tipo runflat. E ainda o sistema de suspensão pneumática, controlado pelo DDC, sigla de Dynamic Damping Control. O sistema permite o ajuste manual da rigidez das molas em três modos de condução: confort, normal e sport.
Já entre os equipamentos de conforto e comodidade, o BMW Série 750i traz os "normais" ar digital, direção hidráulica assistida e trio elétrico, mais sistema de som com rádio/CD/MP3 e entradas auxiliar, USB e para iPod, conexão via Bluetooth para celulares, sistema de DVD com telas individuais nos bancos traseiros, navegador GPS embutido no console e teto solar deslizante.
Lusitano arejado
A Volkswagen anunciou que a importação do cupê-cabriolet Eos desta vez vai chegar em novembro deste ano. Fabricado em Palmela, Portugal, sua vinda está sendo planejada desde 2006. O modelo é equipado com um teto rígido retrátil, dividido em cinco partes, que pode ser totalmente recolhido em 25 segundos. Parte dele é feito de vidro e pode ser escamoteado independentemente, como um teto solar. Sensores de obstáculos detectam ameaças à abertura da capota.
A versão que vai desembarcar por aqui será equipada com o conhecido motor 2.0 TFSI, equipado com turbocompressor, capaz de gerar 200 cv a 5.100 rpm e 28,5 kgfm de torque na faixa entre 1.700 e 5 mil rpm. Com o auxílio do câmbio Tiptronic de seis marchas e borboletas no volante multifuncional, o Eos vai de zero a 100 km/h em 7,9 segundos. Dentre os itens de série, estão ar-condicionado de duas zonas, rodas aro 17 com pneus 235/45, seis airbags e controles de tração e de estabilidade. O preço do conversível ainda não foi definido, mas deve ficar em torno de R$ 120 mil.
Rivalidade nipônica
A Nissan vai entrar para valer na disputa pelo mercado de minivans em 2009, com foco especialmente direcionado para o rival Honda Fit. A montadora japonesa apresentou no Salão de São Paulo a Livina, monovolume produzido na planta da Renault-Nissan em São José dos Pinhais, no Paraná, e que chega ao mercado em março. O modelo ainda não tem preços definidos. Os valores se nivelarão aos da nova geração do Honda Fit, entre R$ 50 mil e R$ 65 mil.
A Livina terá configurações de cinco e sete lugares e virá equipada com os motores 1.6 litro 16V flex, de 110/115 cv de potência com gasolina/álcool, fornecido pela Renault, além do propulsor 1.8 litro do hatch médio Tiida, adaptado para o sistema flexfuel, com opção do câmbio CVT. Projetada para mercados emergentes, a minivan Nissan é vendida atualmente na China, Indonésia, África do Sul, Tailândia e nos países do Oriente Médio.
Navegar é preciso
Na onda da alta conectividade e da invasão de utensílios "hi-tech", a Pósitron aproveitou o Salão do Automóvel de São Paulo para apresentar sua nova linha de navegadores de GPS portáteis. Três novos modelos foram exibidos, todos com o mesmo apelo: uma maior cobertura nacional de navegação. Agora são 5.559 cidades totalmente mapeadas, com gráficos em duas ou três dimensões exibidos em telas de cristal líquido sensíveis ao toque. Outro destaque nos modelos da Pósitron são os pontos de referência apontados nos mapas, tais como restaurantes, hotéis, postos de gasolina, hospitais, entre outros.
Já a concorrente Elgin lançou na mostra paulistana um novo modelo da linha de navegadores GPS T-Levo. Com cobertura de 1.280 cidades brasileiras, um pouco menor que a dos aparelhos da Pósitron, o equipamento possui conexão Bluetooth e conta com diversos recursos, como o zoom inteligente e "touch screen". O T-Levo possui também um sistema que demarca pontos de referência importantes, além dos gráficos em 2D e 3D.
Faturamento em queda
O grupo PSA Peugeot Citroën anunciou uma queda em seu faturamento mundial no terceiro trimestre do ano, que contabilizou 10,184 bilhões contra 10,964 bilhões de euros no mesmo período de 2007. Segundo o fabricante, o impacto negativo deu-se pela queda recente dos mercados automotivos, em especial o da Europa Ocidental, que caiu 10,7% no período. A desaceleração do crescimento de vendas nos mercados emergentes, como China e Rússia também respondeu em parte pelo declínio do faturamento.
O grupo prevê uma queda de 3,5% em suas vendas mundiais no acumulado do ano. Segundo a PSA, será implementado um plano de ação extraordinário para o quarto trimestre de 2008, que contemplará a redução maciça da produção – concentrada no terceiro trimestre –, a manutenção da alta dos preços dos veículos e o desenvolvimento do programa operacional de crescimento e competitividade – CAP 2010.
Pneus a mais
A fabricante sul-coreana de pneus Hankook aumentou a sua gama de opções no Brasil com dois novos modelos da série Optimo, o K415 e o K715. Os pneus são projetados com especificações de alta performance, o que inclui linha de cintura adicional, em nylon, e a adoção de um composto a base de sílica – óxido de silício –, o que dá maior rigidez e diminui a resistência a rodagem, sem comprometer a aderência.
O Optimo k415 está disponível nos aros 13, 14 e 15, com perfis 60, 65, 70 e 80, e velocidade máxima indicada de 190 km/h. O K415 pode vir nos aros 14, 15, 16 e 17, com perfis mais baixos, 45, 50, 55, 60, 65 e 70, permite velocidades de 190 km/h até 270 km/h. Em breve estará disponível no mercado brasileiro o pneu de alta performance K110, da linha Ventus. A Hankook fornece pneus para fabricantes como Mercedes-Benz, General Motors, Ford, Volkswagen, Chrysler, Hyundai, dentre outras, e, em breve, equipará modelos da Seat, Jaguar e Toyota.
Diálogo entre carros
A Volvo Caminhões, em conjunto com parceiros, está desenvolvendo um sistema de comunicação entre veículos e rodovias. A primeira simulação do sistema será realizada em no circuito de testes da Opel, em Frankfurt, Alemanha. O sistema alertará em tempo real os motoristas sobre situações de risco no trânsito, o que possibilitará uma reação antecipada aos perigos. A linguagem utilizada para a comunicação será unificada entre os países europeus, o que levará em consideração um complexo ambiente de tráfego.
O sistema contempla algumas situações de risco comuns, como a aproximação não-percebida de motocicletas ou obras nas estradas, em que a própria administradora da via alertaria os veículos sobre o tráfego lento, a duração dos trabalhos e problemas de infra-estrutura. A aproximação de veículos de emergência também foi prevista, de modo a prevenir os motoristas antes mesmo da sirene e das luzes estroboscópicas se tornarem visíveis.
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Auto-Serviço: Expansão da produção de carros no Brasil - Ilustração: Alfonso Carlos / Carta Z Notícias.
Acelerar na neblina
Fabricantes mantêm planos de expandir a produção no Brasil em meio à turbulência financeira
por Julio Cabral /
Auto Press
Em um ano marcado por números expressivos de vendas e de lançamentos de modelos no Brasil, nada mais natural para as empresas do que partir para ampliar a capacidade produtiva instalada. E nem mesmo o confuso cenário econômico internacional foi capaz de frear esse movimento. Inclusive porque, quando o futuro é incerto, o melhor é se apegar às antigas certezas. Por isso, ainda valem os recentes anúncios de novas fábricas, aumento de produção e implementação de novos turnos de trabalho nas linhas. Segundo a Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, no período entre 2009 e 2012 serão investidos cerca de US$ 18 bilhões pelos fabricantes de automóveis e autopeças. Só em 2008 terão sido US$ 5 bilhões de investimentos.
A produção projetada para esse ano é de 3,5 milhões de unidades, divididas em 2,6 milhões para o mercado interno e 780 mil para exportação, cujo principal destino é a Argentina. Segundo a Anfavea, a capacidade instalada está perto de 3,88 milhões de unidades/ano, ou seja, há ainda uma margem operacional perto de 10% de capacidade ociosa. “A previsão é de alívio da cadeia produtiva, que está moldada ao ritmo do mercado, que apresentou uma escalada de produção recentemente”, tranqüiliza Elzo Guarnieri, vice-presidente da Proudfoot Consulting.
Para 2009, a capacidade instalada vai alcançar 4 milhões de unidades, o que representa uma ampliação de 3% em relação à atual. O número modesto, diante dos generosos índices de crescimento do mercado nos últimos dois anos reflete a desaceleração do mercado automotivo nacional. Segundo a Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o crescimento do setor de 2006 para 2007 foi de 29,7%, percentual que deve diminuir para 22% em 2008. “Entramos em uma fase de acomodação. Mas, mesmo se não crescêssemos nada esse ano ainda teríamos um mercado de 3 milhões de unidades”, esclarece Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.
Segundo o IEDI, Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, o crescimento da indústria automotiva no mês de setembro foi positivo – 7% em comparação com agosto. Mesmo em menor grau, o otimismo sobre a expansão do setor resiste, ainda que menos acentuado do que no primeiro semestre, quando a economia mundial já ostentava sinais de enfraquecimento. “O problema de vendas no exterior é muito mais profundo do que aqui. Tanto que o Brasil deverá ser, no ano que vem, o quinto maior fabricantes de automóveis no mundo”, aposta Miguel Jorge, Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Para otimizar as linhas de produção brasileiras, alguns fabricantes deslocaram a produção de modelos de menor venda para a Argentina, como a Renault fez com o Clio. “Isso libera a capacidade produtiva para os grandes volumes de produção local”, explica Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive. No caso da Renault, a linha de São José dos Pinhais, no Paraná, foi dedicada à produção dos modelos da plataforma B0, como Sandero e Logan, que alavancaram a participação da marca do sétimo lugar em 2007 para a atual quinta posição no ranking de fabricantes nacionais.
O aumento na produção não fica somente a cargo das atuais fabricantes. Novas marcas prometem entrar na briga com modelos nacionais. A gigante sul-coreana Hyundai, sexta maior montadora do mundo, que atualmente só atua através do representante comercial CAOA, está investindo diretamente na construção de uma fábrica em Piracicaba, São Paulo, onde deve produzir um hatch médio – possivelmente o i30. Ao mesmo tempo, o grupo CAOA manteve o direito de produzir o SUV compacto Tucson, numa futura unidade em Catalão, Goiás. A Toyota, instalada no Brasil desde 1958, também está construindo uma nova fábrica no interior de São Paulo, em Sorocaba, com um investimento de US$ 600 milhões, onde será produzido um hatch compacto.
A variação do dólar – que registrou alta em torno de 40% desde o início da crise – vai forçar o aumento do índice de nacionalização dos automóveis – o volume de peças produzidas no Brasil em cada modelo. A Honda, por exemplo, passou utilizar motores já produzidos na fábrica de Sumaré, São Paulo, no novo Fit, recém-lançado no Brasil. “Mas é preciso adequar os fornecedores para suprir a produção e a rede, senão terá de recorrer a componentes importados, o que fica mais caro”, ressalva Alfredo Guedes, engenheiro de produção da Honda.
Os principais investimentos
na produção de automóveis no Brasil
Fiat – Anunciou investimentos de R$ 5 bilhões entre 2008 e 2010. Apenas em Betim, a produção deve passar das atuais 650 mil para 1 milhão de unidades/ano.
Ford – Tem planos de investir US$ 2,2 bilhões em quatro anos, incluindo a compra da cearense Troller. Pretende ampliar a produção, com adoção de mais um turno, da velha fábrica de São Bernardo do Campo, onde são produzidos o Ka e a pick-up Courier.
General Motors – Vai gastar US$ 1 bilhão apenas na modernização de sua gama de modelos. Outros US$ 1,5 bilhão estão sendo injetados nas unidades de produção. Em 2008, a capacidade da fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, pulou de 120 mil/ano para 240 mil/ano. A de São Caetano do Sul saltou de 200 mil/ano para 250 mil/ano. E ainda está erguendo uma fábrica de motores em Joinville, Santa Catarina.
Honda – A fábrica de Sumaré passou por uma adaptação para a produção da nova geração do Honda Fit. Recebeu ainda uma divisão de motores e passou a fundir e usinar blocos e cabeçotes, com investimentos de R$ 130 milhões. A capacidade produtiva da unidade passou de 100 mil unidades/ano para 150 mil unidades/ano.
Hyundai – O grupo anunciou a construção de sua primeira fábrica no Brasil, em Piracicaba, interior de São Paulo. Com investimentos de R$ 600 milhões, terá capacidade de 100 mil veículos/ano a partir de 2011.
PSA Peugeot Citroën – Os investimentos do grupo na planta de Porto Real, Rio de Janeiro, podem chegar a R$ 500 milhões até 2010. A maior novidade será a produção da C3 Picasso a partir de 2010. A idéia é alcançar ao limite da capacidade produtiva da unidade, que é de 150 mil carros/ano. Hoje a produção está em 115 mil unidades/ano.
Renault/Nissan – Estão previstos US$ 450 milhões, até 2011, na planta de São José dos Pinhais, no Paraná, para novos modelos, sem ampliação de capacidade. A maior novidade será a minivan Livina, que chega ao mercado em março de 2009.
Toyota – Com investimentos de R$ 500 milhões, o fabricante anunciou a construção de uma nova fábrica, em Sorocaba, com capacidade de 100 mil unidades/ano. Ela se somará à unidade de Indaiatuba, que produz atualmente apenas o sedã Corolla, que tem capacidade de produzir outras 100 mil unidades/ano.
Volkswagen – O fabricante anunciou investimentos de R$ 3,2 bilhões de 2007 até 2011, o que incluiu a modernização da planta de Taubaté e a introdução do novo Gol e do Voyage. O limite atual de produção do fabricante, 800 mil unidades/ano, deverá ser expandido progressivamente, até alcançar o patamar de 950 mil automóveis/ano em 2011.
Instantâneas
# Nos últimos dois anos, o Brasil tem galgado o ranking de países fabricantes de automóveis. Atualmente é o sexto, enquanto em 2006 ocupava o nono lugar.
# Segundo a ADK Automotive, a capacidade de produção automotiva brasileira deverá totalizar em 2009 cerca de 4,2 milhões de veículos, incluídos aí caminhões, comerciais leves, carros de passeio.
# O mercado brasileiro importa cerca de 400 mil veículos por ano. A maior parte de Argentina e México.
# A exportação de veículos registra quedas consecutivas há três anos – esse ano a previsão é de 780 mil unidades enviadas para fora. Agora, diante da desvalorização do real diante do dólar, deve aumentar a competitividade dos modelos nacionais no exterior.
# Segundo a Anfavea, em 2012 a produção no Brasil poderá chegar a 6 milhões de unidades vendidas, sendo 5 milhões destinadas ao mercado interno e 1 milhão para exportação.
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AutoPerfil:
Renault Kangoo Sportway 16V Hi-Flex - Fotos: Luiza Dantas / Carta Z Notícias.
O quadrado que rola
Kangoo Sportway apela para visual aventureiro e bom custo/benefício para ganhar espaço no mercado
por Karina Craveiro /
Auto Press
A Renault não larga o osso. A marca francesa insiste em tentar emplacar o veterano furgão Kangoo no mercado para passageiros. Vindo da Argentina e com uma indisfarçável cara de veículo comercial, a multivan deixa de lado valores como design atraente, mas traz praticidade e versatilidade de sobra. Agora, a montadora francesa põe à disposição a versão Sportway, que tenta dar cara aventureira ao modelo “quadradinho”.
A versão Sportway do Kangoo foi lançada em 2006, logo após a Fiat desbravar com sucesso o mercado pseudo-off-road com o Doblò Adventure. A diferença é que o Sportway traz um pacote de equipamentos interessante para quem precisa de espaço, mas quer manter certos confortos. Com preço sugerido a partir de R$ 52.860, o modelo chega bem completinho, com itens de série como portas laterais corrediças dos dois lados, airbags duplos frontais, direção hidráulica, ABS, vidros e travas elétricas, computador de bordo, rádio/CD player. Além disso, o modelo oferece como opção a terceira fileira de assentos e passa a dispor de sete lugares. O preço sobe para R$ 54.060.
Por fora, a versão Sportway chega com a inscrição adesivada nas portas e na traseira, barras longitudinais e as duas portas traseiras corrediças– na versão Authentic só há porta traseira do lado direito. Na dianteira, faróis de neblina com moldura na cor prata. A motorização segue idêntica ao modelo de entrada, o Authentic - 1.6 16V Hi-Flex. São 95 cv de potência a gasolina e 98,3 cv a álcool a 5 mil rpm – menos que os 110 cv/115 cv a 5.750 giros desse mesmo propulsor nos demais modelos da Renault por conta da calibração da injeção eletrônica mais mansa. Daí a velocidade máxima de apenas 160 km/h e o zero a 100 ser feito em longos 13 segundos. Por dentro, bancos e cintos com revestimento diferentes da versão Authentic, vasta disposição de porta objetos e uma prateleira acima da cabeça dos passageiros da frente com boa profundidade.
Com oito anos de mercado brasileiro, o modelo sobre a plataforma do Renault Clio é construído na Argentina. Como é baseado numa arquitetura de carro compacto, suas dimensões são menores que as do Doblò, seu único rival direto no mercado de multivans no Brasil. De comprimento 4,01 m contra 4,35 m, 1,67 m de largura contra 1,76 m. Na altura, o Kangoo tem 1,86 m e o Doblò Adventure 1,95 m. Só na medida entre-eixos o Kangoo sai na frente: 2,60 m de distância, enquanto o modelo da Fiat ostenta 2,58 m. Em vendas, o Kangoo não tem desempenho motivador. De janeiro até a primeira quinzena de outubro, 1.861 modelos foram comercializados. Destes, 282 eram do modelo Sportway. Pouco mais de 15% do mix.
Ponto a ponto
Desempenho – O motor 1.6 16V Hi-Flex tem rendimento apenas razoável no Kangoo Sportway. A Renault reduziu a potência máxima para 98,3 cv e a multivan só chega à máxima de 160 km/h. Nas retomadas, falta fôlego. A única justifica para um desempenho tão modesto é a segurança. Nota 6.
Estabilidade – O Sportway tem uma postura firme no chão. Nas curvas, o dois volumes até torce a carroceria, como é de se esperar num carro tão alto, mas não ameaça soltar a traseira. Nas retas, bom equilíbrio, sem sinais de flutuação, mesmo em velocidades elevadas. Nota 8.
Interatividade – Os comandos não são muito acessíveis. Os controles dos vidros elétricos ficam baixos, na altura do porta-objetos da porta. A visibilidade é comprometida por conta das grossas molduras dos vidros nas portas traseiras. O quadro de instrumentos é o mesmo do Clio e Mégane, com grafismo limpo e leitura fácil – inclusive do computador de bordo. Nota 7.
Consumo – A perda de potência é, em parte, compensada pelo consumo moderado: média de 8,3 km/l com álcool. Nota 8.
Conforto – Fartura de espaço interno é o principal apelo do Kangoo Sportway. No banco traseiro, pernas e cabeças ficam à vontade. Os bancos são duros e o revestimento, em tecido sintético, não é agradável ao toque. A suspensão é um tanto dura, mas o isolamento acústico é deficiente. As portas, principalmente as laterais, são pesadas, de difícil manuseio. Nota 7.
Tecnologia – Nada muito sofisticado, mas tem, pelo menos, airbags duplos frontais e ABS de série. Por outro lado, a plataforma é antiga. Só na Argentina, o Kangoo é feito desde 1997. Nota 7.
Habitabilidade – É o grande atributo do Kangoo Sportway neste quesito. Com a terceira fileira de bancos, leva até sete passageiros. No geral, os acessos são amplos, há boa iluminação e um número vasto de porta-objetos. Nota 8.
Acabamento – A versão Sportway é bem simples. Partes da lataria ficam aparentes no interior e há muito uso de plásticos. Mas as peças são bem acabadas, os encaixes são precisos. Nota 7.
Design – O Kangoo é “quadradão”, com linhas retas, sem maiores bossas. Em 2006 passou por um ligeiro face-lift, sem efeitos benéficos para o conjunto. Na Europa, desde janeiro deste ano circula uma nova geração do Kangoo. Nota 6.
Custo/benefício – Por R$ 52.860, o Renault Kangoo Sportway oferece um nível razoável de equipamentos: duplo airbags, ABS, computador de bordo, ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico. E, por R$ 54.060, a versão acrescenta a terceira fileira de bancos e dois lugares a mais. O Doblò com o mesmo nível de equipamento sai a mais de R$ 60 mil. Nota 8.
Total – O Renault Kangoo Sportway somou 72 pontos em 100 possíveis.
Impressões ao dirigir
Filhos, trilhas e tal
O Sportway é o típico carro para quem precisa de espaço. A despeito da altura elevada, a multivan não é instável e até faz curvas com alguma desenvoltura. O motor 1.6 16V "estrangulado", no entanto, deixa o desempenho um tanto comportado. Mas o Kangoo Sportway não estimula uma condução mais agressiva. É um veículo bastante funcional para o dia-a-dia e sem luxos. E só não é mais atraente por conta do design, um tanto ultrapassado.
A roupagem aventureira credencia o Kangoo a enfrentar trajetos fora-de-estrada. Mesmo com postura firme no chão e suspensão razoavelmente dura. No interior, espaço de sobra sem muito conforto, com portas pesadas, lataria e parafusos aparentes. Vasta oferta de porta-objetos e uma prateleira acima da cabeça do condutor. A terceira fileira de bancos praticamente acaba com o espaço para carga. Mas ela pode ser dobrada e ser escondida sob um bagagito escamoteável, o que livra uma área razoável para bagagens. A versão testada Sportway 1.6 16V Hi-Flex traz duplo airbags frontais, ar condicionado, direção elétrica e trio. Um conjunto competitivo, bem ao gosto dos que querem encher o carro e ainda sim ter algum conforto e comodidade.
Ficha Técnica
Renault Kangoo Sportway 1.6 16V Hi-Flex
Motor: A gasolina e álcool, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto seqüencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 95 cv com gasolina e 98,3 cv com álcool a 5 mil rpm.
Torque máximo: 15,1 kgfm com gasolina e 15,3 kgfm com álcool a 3.750 rpm.
Diâmetro e curso: 79,5 mm X 80,5 mm. Taxa de compressão: 10.0:1
Suspensão: Dianteira McPherson, com triângulo inferior, amortecedores hidráulicos telescópicos, com molas helicoidais e rodas independentes. Traseira independente com braços arrastados e duas barras de torção transversais. Amortecedores hidráulicos telescópicos e inclinados.
Freios: Dianteiros a discos ventilados e traseiros a tambor com ABS.
Carroceria: Furgão em monobloco com quatro portas, sendo duas corrediças e cinco lugares e terceira fileira de bancos para sete lugares opcional. Medidas: 4,01 metros de comprimento, 1,67 m de largura, 1,86 m de altura e 2,60 m de distância entre-eixos. Oferece airbag de série.
Peso: 1140 kg com 500 kg de carga útil.
Capacidade do porta-malas: 600 litros na versão para cinco passageiros.
Tanque de combustível: 50 litros.
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Vitrine
- Fotos do Chevrolet GPiX Concept: Divulgação.
Além da prancheta
Protótipo GPiX projeta o visual da futura linha de compactos da Chevrolet
por Diogo de Oliveira /
Auto Press
A General Motors tem um objetivo muito específico para o GPiX, protótipo apresentado esta semana no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Com linhas estilosas e arrojadas, o crossover cupê conceitual antecipa a "cara" dos futuros compactos Chevrolet, derivados do compacto Viva, que substituirá a atual linha Corsa a partir de 2010. O próprio nome GPiX explicita tal ação, porém de forma ainda mais abrangente: a letra "G" vem da palavra "global" e o termo "PiX" é uma contração de "picture", palavra em inglês que significa imagem. Ou seja, na junção, o nome GPiX sugere o termo "imagem global", indicando que o desenho do protótipo representa também a nova identidade visual dos carros da marca americana.
A principal característica do novo estilo da GM está basicamente na dianteira, com a grade bipardida em forma de escudo, com a "gravata" dourada da montadora ao centro. Os faróis ascendentes em formato irregular, com a base dos canhões de luz arredondada e iluminada por leds, são outro elemento comum dos novos modelos da Chevrolet. O design limpo, porém bastante robusto, é marcado ainda pelos pára-lamas encorpados, pelos escapes retangulares nas pontas do pára-choques traseiro bojudo e pelas lanternas com leds que invadem as laterais. Mas o traço mais marcante no modelo conceitual é mesmo a parte traseira do teto, com caimento acentuado e um corte na janela posterior que buscam justificar o estilo cupê.
Mas o GPiX vai um pouco além da escultura metálica. O crossover cupê 2+2 com carroceria de duas portas, suspensão elevada e enormes rodas de 17 polegadas, cobertas com pneus de uso misto, "esconde" por trás do design uma nova arquitetura em monobloco, totalmente desenvolvida pelo centro de design brasileiro da GM, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. No protótipo nacional, são mais perceptíveis os detalhes marcantes do interior, como o assoalho plano, os assentos escamoetáveis na frente e atrás, o enorme número de porta-objetos e o teto panorâmico todo de vidro – típico de um carro-conceito.
Nenhuma das soluções adotadas no GPiX, porém, chama tanto a atenção quanto o painel nas cores vermelho e grafite. Cheio de botões iluminados em tons esverdeados, o console central possui uma tela afilada e comprida que exibe imagens em três dimensões e reúne informações do sistema de som, do navegador GPS e de outros recursos de um carro "conectado". Entre eles, acesso Bluetooth a celulares e entrada para pendrives, iPods, players de música e até palmtops e laptops. Mais abaixo, um segundo visor informa dados do ar-condicionado automático digital, enquanto na base do console, próximo à alavanca do freio de estacionamento, ficam os botões de manuseio do sistema.
O quadro de instrumentos do crossover cupê da GM é todo digital, no mesmo padrão esverdeado do restante do painel. Ali ficam os relógios do velocímetro e do conta-giros, além de uma tela retangular e verticalizada com informações do computador de bordo e de outros sistemas eletrônicos de monitoramento do veículo. O volante multifuncional em formato incomum é outro destaque, com a parte superior plana e o restante do aro circular. Com um detalhe: a parte de cima forma um "degrau" antes do desenho ganhar um corte reto, onde ficam dois botões giratórios e outros dois botões convencionais para a troca de marchas – não há manopla da caixa de transmissão no console.
Essas, no entanto, são soluções normalmente adotadas em carros-conceito para impressionar os visitantes dos Salões do Automóvel. E que não costumam chegar aos modelos de produção. De qualquer forma, a proposta do GPiX é outra. No crossover cupê da GM, que será exibido até o próximo domingo, dia 1º de novembro, no Salão do Automóvel de São Paulo, o que está em jogo é o design. E nada como sofisticações sedutoras para apresentar um estudo que deve se tornar a nova geração da estratégica linha de compactos da Chevrolet no país.
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Radar, por Augusto Paladino -
Fotos do Ford Ka Beauty e do Ford Ka Beast: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Carta Z Notícias; Foto do Toyota RAV4: Divulgação; Foto do Peugeot 207 Escapade: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Carta Z Notícias; Foto do Renault Mégane sedã série limitada "Extreme": Divulgação; Fotos do protótipo FEI X-20 e do jipe TAC Stark: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Carta Z Notícias.
Inspiração lúdica
A Ford buscou inspiração no conto de fadas "A Bela e a Fera" para apresentar duas versões conceituais do hatch compacto Ka no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que fica aberto ao público até o dia 9 de novembro, um domingo. O protótipo Ka Beauty é um simpático conversível de dois lugares pintado de verde, com estilo marcado principalmente pelo pára-brisas baixo e os vidros laterais estreitos. Já o Ka Beast tem faixas em preto fosco no capô, nas laterais, no pára-choques dianteiro e na tampa traseira, além de acessórios que exprimem esportividade, como o aerofólio e as rodas de 17 polegadas.
Detalhes tão pequenos
Sem muitas novidades no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, a Toyota se conformou em mostrar o SUV médio RAV4, que passou recentemente por um leve "face-lift" no Japão. O utilitário tem novo desenho do pára-choque frontal e da grade dianteira, luzes de direção embutidas nos retrovisores laterais e novas seções nas lanternas. Sob o capô, o modelo permanece com o motor 2.4 litros 16V VVTi, com quatro cilindros em linha, duplo comando no cabeçote e 170 cv de potência. O propulsor vem acoplado a uma transmissão automática de 4 velocidades e o sistema de tração tem opção de 4X4, com acionamento por meio de botão no console central. O preço também é o mesmo: R$ 115 mil.
Aventura de volta
A Peugeot confirmou no Salão do Automóvel de São Paulo o retorno às linhas de montagem da versão aventureira Escapade, da perua compacta 207. Os elementos fora-de-estrada não são muito diferentes da antiga versão, que teve a produção interrompida no primeiro semestre do ano, quando a marca francesa apresentou a renovada linha 207. Sem uma data definida para a estréia, por conta de filas de espera da configuração hatch, a versão "off-road" da perua 207 deve chegar às lojas da Peugeot no início de 2009. Entre as novidades, o modelo traz máscara negra nos faróis e moldura nos faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas e lanternas traseiras esbranquiçadas.
Apelo visual
A Renault apresentou no Salão de São Paulo uma nova série especial para a linha de médios Mégane, que reúne as configurações sedã e perua Grand Tour. Batizada de Extreme, a versão chega ao mercado no primeiro semestre de 2009 e tem como principal aspecto o apelo esportivo. A dianteira traz pára-choques encorpados, com molduras salientes nos faróis de neblina e uma enorme tomada de ar. Já nas laterais os dois modelos recebem saias. E o Mégane sedã traz ainda um aerofólio na tampa da mala. Baseados na versão de acabamento intermediária Expression, os modelos podem vir equipados com motores 1.6 16V flex e 2.0 16V a gasolina e trazem de série direção elétrica, duplo airbag adaptativo, freios ABS com EBD, alarme, computador de bordo, trio elétrico e revestimento em couro dos bancos e da manopla do câmbio.
Esportivo pensante
A FEI - Fundação Educacional Inaciana, sediada em São Bernardo do Campo, no
ABC paulista, levou para o Salão do Automóvel de São Paulo um protótipo, no mínimo, curioso. Criado pelo professor Ricardo Bock, coordenador do curso de Engenharia Mecânica Automobilística, o esportivo X-20 é o primeiro modelo construído no Brasil a trazer um sistema autônomo de condução. O roadster com chassi feito inteiramente de chapas de alumínio tem um sistema que faz a leitura do asfalto e das faixas de rodagem e segue o trajeto sem a intervenção do motorista. Sob o capô, o mesmo propulsor do Chevrolet Corvette Z06: um violento 7.0 litros V8 de 550 cv.
Mostra proveitosa
A TAC, fabricante catarinense do jipinho 4X4 Stark, arrumou uma maneira interessante de aproveitar o Salão do Automóvel de São Paulo. Em vez de apenas exibir o modelo, a montadora registrou as encomendas para as primeiras 25 unidades do Stark, que serão fabricadas a partir do primeiro semestre de 2009. Os jipinhos serão entregues em outubro. O Stark tem lugar para quatro pessoas e vem equipado com direção hidráulica, ar-condicionado e vidros e travas elétricos. E sob o capô, o modelo traz o inédito propulsor 2.3 litros turbo-diesel de 127 cv, fornecido pela Fiat Powertrain Technologies.
De ocasião
A Citroën aproveitou o momento badalado de ofertas de carros para lançar o novo motor flex no C4 Pallas. Mas a montadora francesa só produziu o motor bicombustível com câmbio automático e tem agora a "estratégia" de oferecer o câmbio automático grátis nas versões GLX 2.0 16V Flex e Exclusive 2.0 16V Flex. Em contrapartida, o preço base do automático passa a ser de R$ 64.990 – R$ 4.500 abaixo de preço anterior. A motorização Flex com câmbio manual só estará disponível em janeiro.
Saída política
A crise da indústria automobilística norte-americana já chegou à Casa Branca. Os líderes dos Estados Unidos, incluindo o atual presidente George W. Bush, anunciaram que está em estudo a inclusão das montadoras no pacote emergencial de US$ 700 bilhões, que o governo destinará às empresas mais afetadas pela crise financeira mundial. A medida ganhou força principalmente após os anúncios da General Motors e da Chrysler de que fechariam fábricas nos Estados Unidos e no Canadá por conta da forte queda nas vendas de veículos nos dois países, resultando em demissões em massa.
Cinco estrelas
O novo Volkswagen Golf, duas gerações à frente do hatch médio brasileiro, alcançou a pontuação máxima de cinco estrelas nos crash-tests de segurança promovidos pela Euro NCAP, programa que verifica a segurança dos modelos do mercado europeu. A sexta geração do Golf recebeu 36 pontos de 37 possíveis, graças aos sete airbags – incluindo um para os joelhos do motorista –, programas eletrônicos de estabilidade, encostos de cabeça antichicote e uma estrutura geral mais rígida que a do modelo anterior. O modelo possui ainda a opção de sensores nos cintos de segurança que informam ao motorista se cada ocupante está com o dispositivo bem afivelado.
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