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Noticias de Autopress Brasil - Año 2008
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Agosto 2008
Semana del 12 al 19 de Agosto.
Chevrolet Captiva Sport
Chevrolet Captiva Sport
Chevrolet Captiva Sport
Chevrolet Captiva Sport
Chevrolet Captiva Sport
Chevrolet Captiva Sport
Chevrolet Captiva Sport

Teste: Lançamento do Chevrolet Captiva Sport ­ Fotos: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Carta Z Notícias e Divulgação (interior e motor).

Ambições explícitas
Primeiro Chevrolet mexicano, Captiva chega para brigar no segmento de crossovers médios

por Luiz Humberto Monteiro Pereira / Auto Press

A General Motors chega meio atrasada à “festa” dos carros mexicanos no Brasil. Nos últimos tempos, vários modelos “hechos em Mexico” desembarcaram e se deram bem no mercado nacional. Ford Fusion, Nissan Sentra, Honda CR-V, VW Jetta estão entre os automóveis que conseguiram se posicionar por aqui, motivados pelo acordo aduaneiro entre os dois países que garante tarifas de importação próximas a zero. Já que demorou a se beneficiar das vantagens fiscais, a GM tinha de escolher um produto mexicano que fizesse a diferença – como o dos utilitários esportivos médios, que cresceu mais de 90% no último ano e onde a GM só oferecia a veterana Blazer. Por isso, o eleito foi o Captiva Sport, que tem a missão de desbancar um vasto leque de utilitários importados que andam “deitando e rolando” no mercado nacional, sejam eles compactos, como Hyundai Tucson e Kia Sportage e Toyota RAV 4, sejam médios, como Hyundai Santa Fé, Toyota Hilux SW4, Mitsubishi Pajero Sport e Outlander, Nissan X-Trail e ainda os também mexicanos Honda CR-V e Dodge Journey.
Como a GM pretende trazer cerca de 1.300 Captiva Sport por mês, a intenção é colocar o modelo mexicano na liderança do segmento de utilitários esportivos médios, que vendem cerca de 7 mil unidades mensais no Brasil. Quem chega depois e encontra a concorrência já estabelecida não pode economizar atrativos. E, como no Brasil o preço é o primeiro fator levado em conta pela absoluta maioria das pessoas que querem comprar um automóvel, a GM tratou de posicionar o Captiva Sport de forma bem agressiva. Chega com preços a partir de R$ 92.990 para a versão FWD, com tração dianteira, e de R$ 99.990 para a versão com tração integral AWD. Ou seja, começa estrategicamente abaixo dos R$ 104.970 da versão V6 do Tucson, a GLS 2.7 automática, e se posiciona como o utilitário com motor V6 mais barato do mercado nacional.
Preço competitivo ajuda, mas é preciso ter produto. E não foi por acaso que a GM optou pelo Captiva. Seu design não chega a ser revolucionário, mas, além de moderno, é inegavelmente um Chevrolet. Logo de cara, o modelo exibe na dianteira a chamada “frente global Chevrolet”, que identifica os mais recentes modelos da marca, onde a indefectível “gravatinha” dourada aparece sobre uma barra grossa que passa entre as entradas de ar com detalhes cromados, ladeada pelos faróis com superfície complexa. Na lateral, destaque para as rodas de alumínio aro 17, a linha de cintura elevada e as entradas de ar com pisca acoplado, atrás das caixas de rodas dianteiras. Por trás, chamam a atenção as lanternas elipsoidais, a grossa barra cromada que sublinha a tampa do porta-malas e as ponteiras do escapamento também cromadas, para explicitar a esportividade. Por dentro, a sobriedade habitual da marca pontilhada por cromados e aço escovado, também para dar um ar mais esportivo.
Mas o temperamento esportivo do Captiva Sport não é só aparência. Sob o capô está o conhecido motor V6 de 3.6 litros, com coletor de admissão e comando de válvulas variáveis, da mesma família do que equipa o Omega trazido da Austrália. Ele atinge 261 cv aos 6.500 giros e o torque máximo de 32,95 kgfm aparece já nas 2.100 rpm. Trabalha em conjunto com a transmissão de seis marchas com opção Active Select, para acionamento manual das marchas, de forma seqüencial. Segundo a GM, a versão AWD faz de zero a 100 km/h em 8,5 segundos, enquanto a de tração dianteira atinge a mesma aceleração em 8,4 s.
Além de sistemas eletrônicos de controle de estabilidade e de tração, a segurança do Captiva é reforçada pelos freios com ABS e por seis airbags, além do alerta para baixa pressão dos pneus. Mas por aqui equipamentos de segurança chamam bem menos a atenção que os itens de conveniência e conforto. Entre as tais “mordomias tecnológicas”, destacam-se o ar-condicionado automático, controle de cruzeiro, som com entrada para MP3 e sensores de chuva e de luminosidade, entre outros itens. Tudo meticulosamente pensado para tentar abalar a concorrência já a partir do final de agosto, quando o Captiva Sport começa a chegar às revendas.

Instantâneas
# Além do preço, outro fator que pode beneficiar as vendas do Captiva Sport é a rede de 556 pontos de venda da Chevrolet em todo o Brasil. Número próximo à soma das revendas de Honda, Toyota, Hyundai, Mitsubishi e Nissan, que têm modelos nesse segmento.
# No Brasil, o Captiva Sport será oferecido nas cores prata Tarnished, cinza Techno, azul Imperial e preto Onix.
# O Captiva Sport é produzido na fábrica mexicana de Ramos Arizpe.
# O Captiva Sport tem 3 anos de garantia.
# O Captiva é vendido em diversas partes do mundo, com ligeiras diferenças de configuração e diferentes nomes. É vendido como Chevrolet Captiva na Europa, Rússia, México e Argentina – onde chega numa configuração diferente, com motor diesel, importada da Coréia do Sul. É vendido também como Daewoo Winstorm, Saturn Vue, Holden Captiva, Opel Antara e Vauxhall Antara.
# O Captiva Sport é o 18º produto da marca Chevrolet no Brasil. Além dele, são vendidos por aqui os modelos Celta, Classic, Prisma, Corsa hatch, Corsa sedã, Astra, Astra sedã, Vectra, Vectra GT, Omega, Montana, S10 cabines simples e dupla, Meriva, Zafira, Blazer e Tracker.

Ficha técnica
Chevrolet Captiva Sport 3.6 V6 FWD

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 3.564 cm³, com seis cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e duplo comando no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto seqüencial.
Transmissão: Câmbio automático seqüencial de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 261 cv a 6.500 rpm.
Torque máximo: 32,9 kgfm a 2.100 rpm.
Diâmetro e curso: 94 mm X 85,6 mm. Taxa de compressão: 10,2:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo fourlink, com quatro braços articulados, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controles eletrônicos de estabilidade e de tração.
Freios: Dianteiro e traseiros a discos ventilados. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Utilitário-esportivo médio em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,58 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,70 m de altura e 2,71 m de distância entre-eixos. Duplo airbags frontais, laterais e do tipo cortina.
Peso: 1.785 kg.
Capacidade do porta-malas: 821 litros/1.586 litros com o banco rebatido.
Tanque de combustível: 72 litros.

Ponto a ponto
Desempenho – O motorzão V6 de 3.6 litros oferece generosas porções de torque e potência – 261 cv aos 6.500 giros e 32,95 kgfm aos 2.100 giros. O que possibilita ao Captiva Sport FWD atender de forma solícita às pressões sobre o pedal do acelerador. As acelerações e retomadas são vigorosas, com zero a 100 km/h obtido em bons 8,4 segundos, segundo a GM. Até os 160 km/h – velocidade limitada eletronicamente, que foi possível atingir nas estradas mexicanas onde o modelo foi avaliado –, o Captiva acelera de forma consistente. O resultado são ultrapassagens seguras e ótimas retomadas. Nota 9.
Estabilidade – Para um modelo de centro de gravidade elevado, até que o Captiva Sport se comporta de forma equilibrada. A versão avaliada, a FWD, de tração dianteira, transmite inicialmente uma ligeira sensação de instabilidade quando se acelera bruscamente – que desaparece assim que o carro ganha velocidade. Nas curvas, os dispositivos eletrônicos ajudam a manter o “altinho” Captiva sempre na mão. Nota 7.
Interatividade – O utilitário esportivo mexicano é até bem resolvido em relação à posição dos comandos e regulagens. Os ajustes do banco e do volante possibilitam boa posição de dirigir e os demais botões e alavancas têm fácil acesso e manuseio simples. A leitura do painel também é eficiente e o computador de bordo oferece alguma informação útil ao motorista. A visibilidade frontal é decente, e a retrovisão pelos espelhos externos também. Já pelo espelho interno não dá para ver grandes coisas, principalmente se houver três passageiros no banco traseiro. Nota 7.
Consumo – Segundo a General Motors, o consumo médio do Captiva Sport FWD é de 8 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. Mas, ao final do teste de apresentação na Baja California, o computador de bordo assinalou média elevada de 6 km/l, em percurso com cerca de 2/3 de estrada e 1/3 em trechos urbanos. Nota 6.
Conforto – O conjunto se mostrou macio durante o teste, com bom amortecimento das irregularidades do terreno. Na frente e atrás, há espaço razoável para pernas e cabeças. Lamentavelmente, a GM optou por não ter encosto de cabeça para quem viaja no meio do banco traseiro, o que torna o assento central não recomendável para adultos, que poderiam ficar expostos a lesões no pescoço em caso de colisões traseiras. Pelo menos, para as crianças está lá o cinto de três pontos e, para os menores, o sistema Isofix de fixação de cadeirinhas de bebê. Nota 7.
Tecnologia – A plataforma do Captiva Sport é moderna, a mesma utilizada em todo o mundo, com bom nível de segurança passiva. O modelo oferece controle de tração e de estabilidade, além de uma ampla lista de equipamentos de série. O motor V6 3.6 litros Alloytec também é tecnologicamente atualizado, assim como o câmbio automático de seis velocidades com opção Active Select de acionamento seqüencial, que estará no modelo que desembarca no Brasil. A versão avaliada no México, a que fica no mercado local, tinha um câmbio automático, mas com menos recursos. Nota 8.
Habitabilidade – O Captiva segue o padrão norte-americano na quantidade generosa de porta-objetos no interior. Há porta-copos no console central e para o banco traseiro, porta-cartões, porta-moedas, nichos no painel, redes para segurar objetos em diversos lugares, um dos maiores porta-luvas do mercado brasileiro. Por fim, o porta-malas também é farto em relação aos concorrentes. São 821 litros e até 1.586 litros com os bancos traseiros rebatidos. Nota 8.
Acabamento – O padrão do Captiva mexicano é bom, bastante similar ao dos modelos nacionais “top” da GM, como o Vectra. Não se percebe rebarbas nem emendas aparentes e os revestimentos aparentam qualidade, mas sem exageros de requinte. Detalhes em aço escovado e cromados dão um toque a mais de esportividade, tudo dentro do sóbrio padrão habitual da marca. Nota 7.
Design – Os modelos da Chevrolet normalmente não são afeitos a grandes ousadias estilísticas. Mas, com seu jeitão de crossover, o Captiva Sport consegue ser contemporâneo e, ao mesmo tempo, manter o aspecto conservador dos veículos da marca. A linha de cintura alta confere ao modelo uma aparência de robustez e um estilo dinâmico, sempre bem-vindos num utilitário esportivo. A atual identidade da marca é explicitada na grade frontal, comum aos Chevrolet mais recentes. Nota 8.
Custo/benefício – Um dos pontos fortes do Chevrolet Captiva Sport. Como equipamentos similares ou superiores aos utilitários esportivos médios concorrentes, o modelo chega por preços de R$ 92.990 na versão FWD e R$ 99.990 na versão AWD. Valores abaixo de todos os concorrentes diretos com mecanismos de tração similares e sem tantos equipamentos. Nota 9.
Total – O Chevrolet Captiva Sport FWD somou 76 pontos em 100 possíveis.

Primeira Impressões
Um cactus por testemunha

por Luiz Humberto Monteiro Pereira / Auto Press

San José del Cabo / México – Para festejar seu primeiro modelo mexicano no Brasil, a General Motors escolheu a região da Baja California, um badaladíssimo destino turístico situado a Noroeste do México, para apresentar seu novo utilitário esportivo. Só que o modelo avaliado era o que abastece o mercado mexicano, que tem ligeiras diferenças em relação ao que desembarca agora no Brasil. Era uma versão FWD, de tração dianteira, mas sem o sistema Active Select no câmbio automático, com bancos em tecido e não em couro, vidros ligeiramente escurecidos e uma gaveta sob o banco do motorista – que, na versão que vem para o Brasil, dá lugar ao extintor de incêndio.
Sentindo-se em casa, o jipinho mexicano passeou à vontade pelas ruas e estradas mexicanas, com boa desenvoltura e consistência nas retomadas de velocidade. Nas curvas, o modelo também se mostrou equilibrado. O sistema de controle de tração TCS e o de controle de estabilidade ESP se mostraram bastante aptos a dar conta de recado e manter o Captiva no caminho do bem. Apenas nas acelerações bruscas o modelo se mostrou ligeiramente instável por um instante, até que os sistemas eletrônicos tomaram conta da situação e o carro ficou novamente na mão. Nada que seja possível perceber quando se dirige de forma civilizada. A versão AWD certamente é mais equilibrada ainda.
Ao circular por alguns terrenos um pouco mais irregulares, o Captiva também não se intimidou. Atravessou buracos, escalou pedras e encarou areais cercados de cactus de forma serena e transmitindo total confiança. Nesse aspecto, a versão AWD também deve reservar surpresas mais agradáveis. A suspensão reagiu bem ao “passeio” fora do programa e não revidou com maiores sacolejos aos pequenos “abusos” a que foi submetida, em meio à vegetação ressequida da região.
O único ponto em que o Captiva Sport realmente não correspondeu às expectativas durante o teste de apresentação no México foi em relação ao consumo. A General Motors falou em 8 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. Mas, ao final de mais de quase 120 quilômetros de teste, mais de 70% em estradas, a média apontada pelo computador de bordo foi de apenas 6 quilômetros por cada litro de gasolina mexicana. Com a brasileira, que ainda leva quase 25% de álcool, não dá para esperar nada mais promissor.


Ônibus Volksbus VW 17-230 EOD V-Tronic
Ônibus Volksbus VW 17-230 EOD V-Tronic
Ônibus Volksbus VW 17-230 EOD V-Tronic
Ônibus Volksbus VW 17-230 EOD V-Tronic
Ônibus Volksbus VW 17-230 EOD V-Tronic

AutoMundo - Fotos dos ônibus Volksbus VW 17-230 EOD V-Tronic e VW 17-260 EDT V-Tronic: Divulgação

Flerte eletrônico
Volkswagen lança ônibus urbano com câmbio automatizado de olho nos frotistas

por Diogo de Oliveira / Auto Press

Para vender chassis de ônibus no Brasil é preciso conquistar o ponto mais sensível dos frotistas. Ou seja, o bolso. Daí o lançamento da série V-Tronic, equipada com câmbio automatizado. Disponível nos modelos Volksbus VW 17.230 EOD, com motor dianteiro, e VW 17.260 EDT com o trem de força traseiro, a caixa de transmissão mecânica que dispensa o pedal de embreagem promete vantagens que têm como o principal efeito reduzir gastos. A começar pelo preço. O câmbio automatizado custa a metade de um automático, que adiciona R$ 50 mil, em média, no valor de um chassi. A caixa mecânica com gerenciamento eletrônico acresce R$ 25 mil ao preço final do ônibus com motor dianteiro e R$ 27 mil, no modelo com propulsor traseiro.
As vantagens, porém, vão além do preço. A Volkswagen promete ganhos com os chassis V-Tronic em pelos menos cinco aspectos: menor periodicidade de manutenção, com o dobro de vida útil para os discos de embreagem e lonas de freios, menor consumo de combustível, maior conforto para motorista e passageiros, maior segurança, já que o condutor não precisará realizar as trocas de marchas, e maior preservação física dos motoristas, que chegam a realizar até 3 mil trocas de marcha em um turno de 8 horas. "Nossa idéia é que o V-Tronic se transforme em um benefício para o empresário frotista e também para os motoristas", completa Ricardo Barion, gerente de marketing da Volkswagen Ônibus e Caminhões. Mas há também uma boa dose de estratégia de mercado. A montadora alemã tem atualmente 33% do mercado de chassis de ônibus urbanos, mas quer 38% – o nicho ainda é liderado com folga pela Mercedes-Benz, que tem quase 60% das vendas.
Nesse contexto, a opção de caixa automatizada pode fazer a diferença a favor da Volks. Na prática, o sistema usa um módulo eletrônico que gerencia as trocas de relação de acordo com a condição de rodagem do veículo, inclinação do piso e a posição do pedal do acelerador. Quando o pedal do freio é pressionado, a caixa reduz as marchas e usa o freio motor para evitar um desgaste excessivo das lonas. Fornecido pela ZF, o câmbio de seis marchas 6AS 1010 BO importado da Alemanha é acoplado ao – também alemão – propulsor 7.1 litros a diesel da MWM International, com seis cilindros em linha, injeção direta do tipo common-rail e turbocompressor. A unidade de força produz 260 cv de potência a 2.500 rpm e um torque máximo generoso de 92 kgfm, entre 1.300 rpm e 1.900 rpm.
No interior do ônibus, chama a atenção a ausência da alavanca do câmbio. Outro detalhe é um display posicionado ao lado do volante, que informa ao motorista qual marcha está engatada no momento. A seleção dos modos – neutro, drive e ré – é feita por meio de botões no painel. O módulo eletrônico tem ainda uma função específica para ladeiras, que impede por alguns segundos que o ônibus desça quando o condutor tira o pé do pedal do freio para pressionar o acelerador. Segundo a Volks, além de proteger o trem de força e componentes como os discos de embreagem e as lonas de freio, o câmbio automatizado possibilita ainda um consumo entre 2% e 4% menor que um veículo equipado com câmbio manual convencional.
O sistema está em fase de testes há oito meses. Uma frota com 10 modelos foi disponibilizada a frotistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife – cinco das mais movimentados metrópoles do país. A produção dos chassis começa no fim de outubro, com entrega das 100 primeiras unidades até fevereiro. "Acreditamos que os 5% a mais de participação previstos serão logo ultrapassados. Mas como os frotistas gostam de testar bem antes de comprarem, em 2010 teremos um cenário mais sólido para o V-Tronic", pondera Antônio Cammarosano, gerente nacional de vendas da Volks Ônibus e Caminhões.


Bugatti Veyron Grand Sport
Pininfarina Hyperion
Vauxhall Insignia Sports Tourer

Autotal, por Luiz Fernando Lovik - Fotos do Bugatti Veyron Grand Sport, do Pininfarina Hyperion e do Vauxhall Insignia Sports Tourer: divulgação.

Sobre o mesmo tema
O Veyron, carro de série mais potente do mundo, se reinventa constantemente. Desta vez, a Bugatti, que faz parte do Grupo Volkswagen, resolveu criar uma versão conversível para o bólido. O superesportivo de 1001 cv ganhou uma configuração targa, batizada de Grand Sport.
O modelo conta com um teto removível transparente feito de policarbonato. Há ainda uma capota de lona que, segundo a fabricante, pode ser acionada caso comece a chover – mas o modelo não poderá ultrapassar a velocidade de 130 km/h. Em relação à versão cupê "original", o Grand Sport tem pára-brisas mais elevado, lanternas com leds redesenhados e novas rodas de liga leve. A coluna de trás e as entradas de ar próximo ao encosto de cabeça dos ocupantes do carro receberam reforço em fibra de carbono e acabamento em alumínio.
No mais, o Grand Sport carrega o mesmo rotundo motor 8.0 com 16 cilindros em duplo V. De acordo com a fabricante, a versão targa alcança a máxima de 406 km/h com o teto rígido e de 349 km/h sem o teto. O modelo terá produção de 150 unidades e preço estimado em 1,4 milhão de euros, cerca de R$ 3,5 milhões

Rolls-Royce para dois
A Pininfarina revela a primeira imagem oficial do seu Hyperion. Desenvolvido pelo estúdio italiano em cima de um Rolls-Royce Drophead Coupé, o modelo remete a carros de dois lugares dos anos 30, com a frente comprida e elevada e a traseira com caimento acentuado. A maior parte da carroceria foi construída em fibra de carbono, com exceção das portas, feitas de madeira trabalhada por artesãos especializados em acabamentos de iates. Por dentro, o modelo herda todo o glamour dos Rolls-Royce, com forramento em couro de altíssima qualidade por todo o interior, além de detalhes em aço e fartura em equipamentos de conforto e entretenimento.
As "marcas" do modelo de alto luxo britânico seguem sob o capô, onde fica o vigoroso motorzão 6.7 litros V12 capaz de gerar 450 cv de potência. Batizado com o nome titã da mitologia grega Hiperión, o conversível foi revelado durante o Concours d'Elegance de Pebble Beach, nos Estados Unidos, um dos mais importantes encontros de carros clássicos do país. Primeiro desenho do estúdio italiano baseado em um modelo de produção, o Hyperion foi o último projeto supervisionado pelo diretor Andrea Pininfarina, morto recentemente, após sofrer acidente de motocicleta em Turim, no dia 7 de agosto.

Versão perua
A Opel e seu braço inglês, a Vauxhall, exibem a recém-lançada configuração perua da linha Insignia, sucessora do Vectra europeu. Chamada de Sports Tourer, a "station wagon" com altura elevada e jeitão de crossover será apresentada oficialmente no Salão Internacional de Paris, entre os dias 4 a 19 de outubro. A perua é a terceira variação de carroceria do médio-grande, que já possui variantes sedã e hatch. A parte traseira do modelo se destaca pelas lanternas volumosas, que avançam sobre a lateral se unindo ao marcante vinco ascendente, que se inicia nas portas dianteiras.
O porta-malas da Sports Tourer tem capacidade para 540 litros com os bancos na posição normal. A distância entre-eixos da perua, 2,74 metros, é idêntica à das demais carrocerias, embora o seu comprimento total seja 8 cm superior, perfazendo 4,91 metros. O modelo estreará dois motores, ambos turbocomprimidos, um a gasolina de baixa cilindrada e outro a diesel, que se juntarão às sete opções de motorização já apresentadas com os sedãs da família. A faceta crossover do modelo fica por conta do sistema de tração integral, que estará disponível como opcional.
O veículo contará com um sistema de controle eletrônico de suspensão, batizado de "Flex Ride", que oferece três modos de amortecimento. Estará disponível também o sistema "Opel Eye", capaz de ler e memorizar sinalizações de trânsito e alertar o motorista em caso de mudança inadvertida da faixa de rodagem.

Graças ao dólar
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores – Abeiva – anunciou que as empresas filiadas à entidade – BMW, Chrysler, Dodge, Effa Motors, Ferrari, Jeep, Kia Motors, Maserati, Pagani, Porsche e SsangYong – registraram no mês de julho 3.949 unidades vendidas.
O número representa 10,8% do total de importados no período, 36.421 veículos. E um aumento de 14,8% para as marcas vinculadas à entidade em comparação ao mês anterior, no qual foram comercializados 3.439 veículos. Marca ainda mais expressiva se comparada às 961 unidades vendidas no mês de julho de 2007, representando um aumento de 310,9%.
As associadas à Abeiva alcançaram nos primeiros sete meses do ano vendas acumuladas de 17.462 unidades, aumento de 261,23% em relação aos 4.834 veículos vendidos no mesmo período de 2007. A projeção de vendas desse ano estimada pela entidade é de 32 mil unidades, número que pode subir caso sejam confirmadas novas associações de importadoras – como as recentes da Chrysler e suas marcas Dodge e Jeep. A Abeiva responde por 1,47% do mercado total veículos de passageiros e comerciais leves.

Adequação
A General Motors está mesmo desesperada para recuperar as perdas em vendas causadas pelo aumento do preço do combustível nos Estados Unidos. A montadora tratou de correr para mostrar sua nova linha Xtra Fuel Efficiency – XFE –, algo como Eficiência Extra de Consumo, que nada mais é que um pacote de modificações que buscam fechar o gargalo de alguns modelos de sua linha. Oferecido inicialmente para o Chevrolet Cobalt e para o Pontiac G5, as modificações serão estendidas em 2009 aos SUVs e pick-ups grandalhões e beberrões, como Chevrolet Tahoe e Silverado, GMC Yukon e Sierra.
Segundo a GM, a melhora no consumo alcança 7% em ciclo urbano e 5% em estradas. A economia foi obtida graças à adoção de um novo câmbio automático de seis marchas – que passa a ser de série nos modelos equipados com motor V8 5.3 E85 –, à diminuição no peso total e às melhorias aerodinâmicas, como rebaixamento da altura de rodagem e cobertura marítima nas caçambas das pick-ups. A GM ainda não divulgou os preços e datas de lançamentos dos modelos.

Unidos pelo biocombustível
Jaguar e Lotus firmaram uma parceria com especialistas em testes de motores da Queen's University, de Belfast, Irlanda do Norte. As marcas britânicas se uniram em um projeto de motor batizado Omnivore – onívoro –, capaz de trabalhar com biocombustíveis. O motor de teste possuirá um único cilindro e será de ciclo dois tempos com injeção direta de combustível e taxa de compressão variável. O objetivo é atingir maior eficiência térmica em qualquer fase de utilização.
No Salão de Genebra a Lotus já havia exibido o protótipo do Exige 270 TriFuel, que podia ser abastecido tanto com etanol, metanol ou gasolina. O modelo, equipado com um motor Toyota com compressor mecânico, com 269 cv de potência a 8 mil rpm – ganho de 29 cv sobre os 240 cv do mesmo propulsor movido a gasolina –, serviu para demonstrar na prática a facilidade de conversão para biocombustíveis, mais viável do que outras fontes alternativas, segundo a própria Lotus.

A busca
A Chrysler confirma que está à caça de novas parcerias com fabricantes estrangeiros. A montadora norte-americana, pertencente ao grupo financeiro Cerberus, negocia a fabricação de modelos da Fiat em suas plantas com maior capacidade ociosa nos Estados Unidos. A Fiat não vende automóveis no mercado americano desde 1995 e, segundo o vice-presidente da Chrysler, Tom LaSorda, os modelos mais cotados para a reintrodução da marca são o subcompacto Fiat Cinquecento e um Alfa Romeo.
Além da montadora italiana, a Chrysler também busca novos parceiros na Rússia, China, Índia e América Latina – onde pretende aumentar a sua penetração de mercado por meio de uma parceria de vendas com a fabricante chinesa de compactos Chery. Nos próximos meses, a Chrysler começa a fabricar um sedã médio sobre a plataforma do Tiida em parceria com a Nissan, no México, para preencher uma lacuna de sua linha de produtos norte-americana.
Outras duas montadoras de mercados considerados emergentes estão sendo sondadas. Uma delas é a Great Wall Motor, maior produtor privado de automóveis da China. Outra é a Gaz, tradicional fabricante russa de veículos comerciais, que está expandindo a produção de modelos de passeio e começou a produzir, sob licença, a antiga geração do sedã Chrysler Sebring em duas fábricas na Rússia.

A crise
A crise da queda nas vendas de utilitários-esportivos e SUVs nos Estados Unidos, provocada pelo aumento do preço do petróleo, respingou na Delphi. Uma das maiores fornecedoras de autopeças do mundo, a empresa anunciou que demitirá 600 funcionários da divisão norte-americana de Eletrônica e Segurança.
A empresa alegou que a queda na demanda por componentes no país gerou prejuízos consecutivos para o setor de fornecimento. Culpa das fortes perdas dos fabricantes automotivos, que levou a diminuição das compras de equipamentos para automóveis. A eliminação desses postos de trabalho faz parte de um plano de redução de custos, cujo objetivo é a economia de 25% sobre as despesas atuais.
A Delphi encontra-se em recuperação judicial financeira desde 2005, quando declarou bancarrota e iniciou o seu processo de reestruturação. Desde então, os anúncios de demissões ou fechamento de plantas têm se tornado mais freqüentes.


Leis previstas no Código de Trânsito Brasileiro não são aplicadas

Auto-Serviço: Leis previstas no Código de Trânsito Brasileiro não são aplicadas - Ilustração: Afonso Carlos / Carta Z Notícias

À margem do trânsito
Com mais de 10 anos em vigor, Código de Trânsito Brasileiro ainda é pouco aplicado

por Karina Craveiro / Auto Press

Brasileiro já tem fama de ter memória curta. E isso acaba por se comprovar no dia-a-dia. Com pouco mais de 10 anos em vigor, o Código de Trânsito Brasileiro, o CTB, parece ter sido esquecido. Mesmo sendo considerado um dos melhores do mundo, ele está longe de ser efetivo. Os capítulos e artigos existem e são completos. Mas vários deles não são postos em prática. Seja pelo desconhecimento das leis pela população, pela falta de fiscalização e por negligência das autoridades, que não têm controle para que as regras tenham valor. Mas esse comportamento pode até estar perto de uma mudança. Como exemplo, a recente e discutida "Lei Seca" que – com fiscalização – tem sido aplicada e que pode servir de inspiração para futuras leis e outras que ainda não "pegaram".
Nereide Tolentino, Consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito concorda que o desconhecimento do Código ainda é muito grande. E que pouco se fez para divulgar e conscientizar as pessoas do proposto. Mas ainda aponta outro problema: "Vários artigos estão até hoje aguardando regulamentação. A fiscalização ineficiente leva ao sentimento de pouca importância e de impunidade", ressalta a especialista.
Itens importantes previstos, como a educação de trânsito nas escolas – à qual o Código dedica um capítulo sobre o assunto –, não foram estruturadas pelo Denatran. O CTB prevê também a obrigatoriedade em todos os níveis de escolaridade do ensino das leis de trânsito. Porém de acordo com Marcus Vinicius Aguiar, membro do comitê de segurança viária da Associação de Engenharia Automotivo, durante a década em que a lei foi lançada, nada se fez para que escolas e alunos soubessem desta obrigatoriedade. Nos Estados Unidos, por exemplo, a educação de trânsito é adotada por todas as escolas do país, fazendo parte da grade de matérias. "As auto-escolas não têm condições de formar um condutor em tão pouco tempo. A solução seria uma campanha de conscientização eficaz no ensino público e privado", defende Aguiar.
Outro parágrafo do Código bastante discutido cuida da questão da inspeção veicular, que inclui vistoria da parte mecânica do automóvel, além do nível de emissão dos gases poluentes. Está previsto que a aprovação do controle de emissões de gases e de ruídos deve ser realizado anualmente. Em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, esse tipo de vistoria está sendo adotada aos poucos, mas falta cumprir a vistoria completa. Segundo o Denatran, esse tipo de inspeção ainda não é validada em território nacional, sendo apenas um projeto de lei, em desenvolvimento no Congresso Nacional. "O Contran tentou regulamentar, mas não foi possível. Não podemos obrigar nenhum Detran a exigir tal vistoria. Isso foge do nosso alcance", defende Jaqueline Costa, assessora do Denatran.
Mas o não cumprimento da lei acontece também por parte dos condutores. Há quem pense também que a irresponsabilidade e a ignorância possam ter influência na maneira de dirigir dos indivíduos, acarretando riscos de acidentes. "O condutor deve ter um padrão de comportamento representado por ações condizentes com a postura voltada à atenção redobrada, habilidade e consciência", reforça Maria Goretti Pereira, pedagoga e especialista em educação de trânsito.
A partir da polêmica "Lei Seca", deu para se ter uma idéia de como as coisas podem funcionar, havendo contribuição das partes. "Acredito que esta lei pode ser um divisor de águas daqui para frente, e parece que a fiscalização induziu esta mudança. Deve haver punição e conscientização para que a regra seja eficaz", completa José Antônio Oka, supervisor do Centro de Experimentação e Segurança Viária.
Instantâneas
# Em parágrafo único, a lei determina que 10% do total dos valores arrecadados pela Previdência Social e pelo Prêmio de Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre devem ser destinados à educação do trânsito.
# No ano passado, o Contran criou uma resolução que trata a educação no trânsito apenas como matéria extracurricular.
# No início de junho deste ano, o Contran publicou outra resolução a respeito do transporte de crianças menores de 10 anos. A fiscalização será iniciada somente em 2010.
# Só em São Paulo, após a "Lei Seca", o número de mortes no trânsito diminuiu cerca de 57%, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Motoristas do futuro
Para melhorar o preparo dos motoristas que vão adquirir a carteira de habilitação, o Conselho Nacional de Trânsito estuda aumentar a carga horária das aulas das auto-escolas. Na parte teórica, a proposta é ampliar o tempo de 30 para 45 horas/aula, enquanto na parte prática o aumento seria de cinco horas, passando de 15 para 20 horas/aula. Segundo o órgão, quatro em cada dez motoristas são reprovados no teste prático no país. Mesmo com o acréscimo de tempo em aula, muitos consideram difícil pensar que um motorista possa ser "feito" em apenas duas semanas. "A educação para o trânsito é uma ferramenta de transformação para um trânsito mais seguro e cidadão", enaltece Maria Goretti Pereira.
Mesmo sem confirmação garantida, já é possível que escolas ofereçam aulas de educação de trânsito como matéria extracurricular durante os três anos do ensino médio – enquanto no Código, isto já deveria ser obrigatório desde 1997. "A vantagem é que o aluno que quiser assistir às aulas, ao final do ensino médio, pode apresentar o certificado na auto-escola e eliminar a aula teórica, já que aprendeu durante os últimos anos", explica Jaqueline Costa, do Denatran.


Nova pick-up Fiat Strada
Nova pick-up Fiat Strada
Nova pick-up Fiat Strada
Nova pick-up Fiat Strada
Nova pick-up Fiat Strada
Nova pick-up Fiat Strada
Nova pick-up Fiat Strada

AutoPerfil: Lançamento da nova pick-up Fiat Strada – Fotos: Fernando Miragaya / Carta Z Notícias.

No ritmo da aventura
Strada renova visual e ganha bloqueio do diferencial para se manter líder do segmento

por Fernando Miragaya / Auto Press

Por ter uma posição confortável no mercado, a Fiat optou por deixar a Strada como o último produto da linha Palio a sofrer a remodelação visual, iniciada pelo hatch em março do ano passado. Afinal, a marca italiana não tinha tanta urgência em tratar de um modelo que mantém uma média superior a 5 mil unidades vendidas por mês desde 2007 e é o comercial leve mais vendido do país desde então. De quebra, dotou sua versão Adventure com o mesmo bloqueio do diferencial dianteiro já aplicado em outros produtos da linha "off-road light". Sem contar que, como o derradeiro modelo na lista de mudanças, a Strada leva a vantagem de aprender com erros e acertos visuais no restante da linha.
Na frente, a Strada ficou com o visual bem resolvido, o mesmo adotado na Palio Weekend. As lentes esticadas em diagonal têm cortes irregulares e vários contornos arredondados. O capô apresenta duas saliências que convergem para a moldura na cor cinza-escuro que não só abraça a grade dianteira – esta dentada e cromada na versão Adventure –, como faz as vezes de pára-choque. O mesmo acabamento percorre as laterais, forma as caixas de rodas e se estende até o pára-choque traseiro.
Atrás, o pecado da Fiat ficou nas lanternas auxiliares verticais posicionadas na tampa da caçamba. Além de serem puramente estéticas, elas destoam das lanternas "originais" levemente triangulares, que ficariam melhores se estivessem solitárias em seus cantos. No mais, chama a atenção a nova e generosa logomarca vermelha da Fiat – que serve como maçaneta para abrir a tampa da caçamba – envolta por uma moldura preta. Por dentro, novos porta-objetos e forrações de bancos. A Adventure ainda importou o trio de mostradores agora inerente à toda linha "aventureira": inclinômetros longitudinal e transversal e bússola.
Na linha de motores, continuam o 1.4 flex, que teve a potência aumentada de 81 cv para 86 cv de potência com álcool, e de 80 cv para 85 cv com gasolina, e o 1.8 de 114 cv/112 cv. A Strada 2009 será vendida nas versões Fire 1.4 – com desenho antigo e motor com potência menor – e Trekking 1.4 e 1.8, todas comercializadas em configurações de cabine simples e estendida. Só a Adventure é vendida apenas com cabine estendida e motor 1.8 – a partir de R$ 47.100 e com a lista mais completa de equipamentos. Estão lá ar-condicionado, direção hidráulica, duo elétrico, computador de bordo, alerta de limite de velocidade, espelhos nos pára-sóis, faróis de neblina e de milha, volante com ajuste de altura, entre outros.
Estruturalmente, a grande novidade para a Adventure é o Locker, dispositivo que bloqueia o diferencial dianteiro. Em situações em que umas das rodas perde a aderência, o dispositivo iguala o torque entre as duas rodas dianteiras. O equipamento amplia o potencial "off-road" da Strada Adventure, mas não a credencia para trilhas inóspitas – ou seja, para pô-la na estrada com lama de verdade. Mas, indiscutivelmente, trata-se de um eficiente marketing para manter a Strada como o comercial leve mais vendido do país.

Instantâneas
# A Fiat Strada foi lançada em outubro de 1998. No ano seguinte, a pick-up compacta foi a primeira – e até agora única – a oferecer opção de cabine estendida.
# O modelo passou por reestilizações na seqüência da linha Palio, em 2001 e 2004.
# A versão Adventure da pick-up estreou em 2001, com suspensão elevada, adereços "off-road" e pneus de uso misto.
# A Strada 2009 agora conta com porta da caçamba removível e com chave.
# A Strada Adventure ganhou amortecedores do tipo Powershock, da Magneti Marelli Cofap, que prometem reduzir o rolamento da carroceria.
# Nas versões cabine estendida da linha 2009 da pick-up há a opção de fixação do estepe dentro do habitáculo.
# A Strada Trekking 1.4 começa em R$ 36 mil e parte dos R$ 38.720 na cabine estendida. Já a Trekking 1.8 custa respectivos R$ 38.320 e R$ 41.080. Os modelos com desenho antigo, Fire 1.4, saem por iniciais R$ 32.360 e R$ 36.680.

Primeiras impressões – Fiat Strada Adventure Locker
Diversão sob medida

Atibaia/SP – Assim como na renovada Palio Adventure, a adoção do bloqueio do diferencial dianteiro na configuração esportiva da Strada 2009 trouxe uma disposição um pouco mais "off-road" para a pick-up. Num trecho fora-de-estrada montado pela Fiat em Atibaia, no interior paulista, foi possível perceber como o modelo fica à vontade em terrenos de terra com buracos e ondulações calculadas. Na hora de colocar uma roda girando em falso, o dispositivo Locker resolveu o problema e "livrou" a Strada da patinação.
A suspensão elevada e os amortecedores novos lidam de forma amigável com as irregularidades do terreno. Ao mesmo tempo, os pneus de uso misto ajudam a Strada a transitar sem problemas e sustos em trechos que misturam terra e pedras. A suspensão também trabalha bem nas curvas e a carroceria da pick-up torce bem pouco. A estabilidade só vacila nas frenagens. Com a caçamba vazia, a traseira levanta além do necessário.
A vida a bordo é boa, ainda mais na configuração cabine estendida, que, ao contrário de outras pick-ups compactas, permite acomodar volumes consideráveis atrás dos bancos. No entanto, o espaço para pernas é reduzido como em todo o segmento. A Strada também manteve a posição elevada de dirigir, mas o câmbio continua molenga e com engates pouco precisos.
No desempenho, o vigor conhecido do motor 1.8 de 114 cv. As arrancadas são eficientes e o motor responde prontamente às pisadas no pedal do acelerador, ainda mais para um veículo com 1.160 kg de peso com a caçamba vazia. Os problemas, porém, continuam os mesmos. Além de barulhento, o propulsor fornecido pela General Motors vibra muito. Para piorar, o isolamento acústico da Strada é falho e o barulho do motor e de rodagens invade o habitáculo sem cerimônias. E mantém a fama de beberrão: o computador de bordo da versão avaliada acusava 5,7 km/l com álcool.

Ficha técnica
Fiat Strada Adventure Locker

Motor: Gasolina e álcool, dianteiro, transversal, 1.796 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção e acelerador eletrônicos.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira com bloqueio do diferencial com acionamento elétrico. Não oferece controle eletrônico de tração.
Potência: 114 cv com álcool e 112 cv com gasolina a 5.500 rpm.
Torque máximo: 18,5 kgfm com álcool e 17,8 kgfm a 2.800 rpm.
Diâmetro e curso: 80,5 mm X 88,2 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços oscilantes inferiores transversais, amortecedores hidráulicos telescópicos, molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira em eixo rígido, com amortecedores hidráulicos telescópicos e molas helicoidais anti-roll. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: A discos ventilados na frente e a tambores atrás. Oferece ABS como opcional.
Carroceria: Pick-up compacta em monobloco com duas portas e dois lugares. 4,45 metros de comprimento, 1,74 m de largura, 1,64 m de altura e 2,75 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais e laterais como opcionais.
Peso: 1.160 kg com 685 kg de carga útil.
Caçamba: 830 litros.
Tanque de combustível: 58 litros.
Capacidade off-road: Ângulo de ataque de 26º, ângulo de saída de 31º. Altura livre do solo de 20 cm.
Preço: R$ 47.100.
Preço completo: R$ 57.209.


Renault Symbol
Renault Symbol
Renault Thalia
Renault Thalia
Renault Thalia
 

Vitrine - Fotos do Renault Symbol / Thalia: Divulgação

Para preencher lacunas
Novo sedã compacto da Renault, Symbol deverá ser fabricado no Paraná

por Julio Cabral / Auto Press

A Renault jamais escondeu que quer aumentar sua participação de mercado e fazer volume de vendas no Brasil. E o Symbol, seu novo sedã para países emergentes, poderá se tornar uma peça estratégica importante para alcançar esta meta. O três volumes é feito sobre a plataforma do Logan, também produzido em São José dos Pinhais, no Paraná. Com isso, a marca francesa vai expandir sua linha de compactos no mercado brasileiro, somando cinco produtos – além do Logan, Clio, Clio sedã e Sandero –, a exemplo do que fazem as maiores montadoras instaladas por aqui.
O Symbol será apresentado oficialmente no Salão Internacional de Moscou, no final de agosto. Seu nome de batismo variará de acordo com o mercado em que é vendido. Nas fotos aparecem inscritas nas placas as duas denominações do três volumes: Thalia e Symbol – nome que designa a versão sedã do Clio na Turquia. O novo Renault será vendido em países do centro e leste europeus, na Turquia, no Irã e no Magreb, região africana composta por Marrocos, Argélia e Tunísia.
O Symbol parece familiar. E não é mera impressão, pois o carro nada mais é do que a versão três volumes do hatchback Sandero. O sedã, junto com o Sandero – um projeto iniciado no Brasil e o primeiro automóvel do fabricante francês projetado fora da Europa – e o Logan, fazem parte da linha de modelos da Renault voltada para os países emergentes. Ambos modelos são vendidos na Europa pela romena Dacia, marca comprada pela Renault em 1999.
No Symbol, os alongados faróis de superfície complexa possuem dupla parábola, ao contrário dos do Logan e do Sandero, de parábola simples. As linhas de suas portas, cortadas por um vinco ascendente no qual estão inseridas as maçanetas, além dos repetidores de setas nos pára-lamas – como no Sandero –, são semelhantes aos demais compactos do fabricante.
A colocação de uma vigia na última coluna, recurso raro em um Renault, promete aumentar a visibilidade traseira do modelo, atenuando um ângulo cego. A traseira alta, com lanternas volumosas que avançam sobre as laterais e tampa que se estende até o para-choque, auxiliam na distinção de seu desenho, dando-lhe o aspecto de um modelo maior.
Seu espaço interno também deverá ser semelhante ao do Logan, que possui o maior entre-eixos da categoria. Com 4,23 metros no comprimento, o Symbol é 23 cm maior que o Sandero e apenas 1,7 cm menor que o Logan. Com 1,43 m de altura, é mais baixo que o Sandero e o Logan, 1,52 m e 1,53 m, respectivamente. A distância entre-eixos não foi divulgada, mas deve ser a mesma do sedã compacto. O modelo compartilhará o mesmo conjunto de suspensões do Clio II – o modelo atualmente vendido no Brasil.
Dotado de novo formato e grafismo, o quadro de instrumentos exibe dois mostradores e medidores de ponteiros para combustível e temperatura, ao contrário do Logan e do Sandero, que possuem um mostrador de cristal líquido. As luzes-espia circundam o velocímetro – com escala até 250 km/h – e o conta-giros, que possuem moldura cromada.
No Brasil, o modelo poderá receber os motores flex 1.6 8V – de 95 cv com álcool e 92 cv com gasolina – e 1.6 16V de 112/107 cv, além do motor 2.0 16V de 138 cv. Há ainda a possibilidade do motor 1.0 16V flex de 77/76 cv.
O modelo deverá ficar situado em uma faixa de mercado compreendida entre o Clio sedã e o Mégane, tendo como rivais de mercado o Volkswagen Polo sedã e versões top do Ford Fiesta sedã 1.6, Chevrolet Corsa 1.8 e Fiat Siena 1.8. O modelo provavelmente vai ser uma das estrelas do estande da marca no Salão de São Paulo, em outubro. Para marcar território e, quem sabe, estimular futuros potenciais consumidores para ver suas metas de participação no país efetivamente crescerem.


Honda Civic 2009
Cadillac SRX 2010
MVK Big Force
Ford Ka no novo filme de James Bond
 

Radar, por Augusto Paladino - Fotos do Honda Civic 2009, do Cadillac SRX 2010, do quadriciclo MVK Big Force e do Ford Ka no novo filme de James Bond: Divulgação

Retoques discretos
Nos Estados Unidos, a Honda fez um quase imperceptível "face-lift" na linha 2009 do Civic. As mudanças na frente incluem pára-choque mais anguloso, com uma entrada de ar central, duas entradas nas extremidades e uma nova grade estilo colméia, que serve de fundo para a barra cromada. Na traseira, as mudanças se restringiram a uma faixa cromada sobre o espaço da placa, na tampa do porta-malas, que agora também ostenta um pequeno defletor. Lá fora, o modelo ganhou novas versões e equipamentos. As "mudanças" devem ser aplicadas no sedã brasileiro no Salão de São Paulo, em outubro.

Dose dupla
A Cadillac abre o leque e investe no segmento de crossovers, a nova "coqueluche" no mercado norte-americano. A marca, que faz parte da General Motors, apresentou o SRX. O design do modelo, que será lançado em 2008, foi inspirado pelo conceito Provoq – movido a hidrogênio em células de combustível e apresentado no Consumer Eletronics Show, em Las Vegas, no ano passado. O modelo é baseado na mesma plataforma do futuro SUV médio 9-4X, da sueca Saab, outra marca da GM. De quebra, a Cadillac também lançou a versão station wagon do sedã médio-grande CTS.

Mais dois
A MVK lança dois novos quadriciclos, o Big Force I 250 e o Big Force II 250. O primeiro possui um motor monocilíndrico, refrigerado a ar, com 20 cv de potência e partida elétrica. Equipado com câmbio manual de cinco marchas mais ré e embreagem automática, a transmissão final é por meio de eixo cardã. O preço sugerido é de R$ 12.800, sem frete ou seguro. O Big Force II possui motor monocilíndrico, de refrigeração líquida e transmissão primária por correia e secundária por corrente. Equipado com câmbio CVT, a transmissão possui ré e reduzida, oferecendo ainda um guincho elétrico capaz de suportar até 907 kg. O preço também é de R$ 12.800. Mas os dois modelos estão com um desconto de R$ 1 mil.

A serviço de sua majestade
O novo Ford Ka europeu estreará nas telas no novo filme do 007, "Quantum of Solace", o 22º da série, com lançamento previsto para novembro. O modelo, cuja versão definitiva será exibida no Salão de Paris, fará o papel do transporte pessoal da vilã e "bond girl" Camille, interpretada pela modelo Olga Kurylenko. A versão das telas é movida a hidrogênio e possui elementos de estilo único, como uma pintura dourada especial e revestimentos internos com padronagem original. Os carros do grupo Ford motorizam o agente britânico e seus coadjuvantes desde o filme "Um Novo Dia Para Morrer", de 2002, em que 007 trocou os BMWs pelo esportivo britânico Aston Martin Vanquish. Já o Mondeo estreou no último filme da série, "Casino Royale".

Chamada
A Mitsubishi iniciou "recall" dos veículos Pajero Full fabricados entre 2001 e 2004, para a verificação e substituição do acumulador de pressão do sistema de freios. A convocação envolve 2.267 unidades. Segundo a montadora, pode "ocorrer rompimento do diafragma interno que, conseqüentemente, poderá ocasionar diminuição do tempo de reação da freada e maior esforço sobre o pedal do freio". Todos os proprietários dos veículos serão avisados do "recall" por meio de carta. Maiores informações no telefone 0800 702 0404 ou no site www.mitsubishimotors.com.br.

Blogado
A Fiat lançou um blog para mostrar os bastidores do desenvolvimento do seu novo sedã, Linea, construído sobre a base do Punto. Antes do lançamento oficial, marcado para setembro, os internautas terão acesso aos detalhes da concepção do três volumes através de textos, fotos e vídeos disponíveis na página. Foram reunidos depoimentos e diálogos com as pessoas que participaram do projeto. O endereço eletrônico é www.blogdolinea.com.br.

À tailandesa
A General Motors anunciou novos investimentos de US$ 445 milhões na Tailândia. A quantia é voltada para a ampliação da capacidade produtiva, com a introdução da nova geração da pick-up Chevrolet Colorado e a criação de uma nova planta para a fabricação de motores turbo-diesel 2.5 litros e 2.8 litros – a primeira planta de motores a diesel da marca no Sudeste Asiático. A GM vende mais de 1 milhão de propulsores a diesel anualmente.

Luz verde – Após alguns meses de espera, a General Motors está finalmente livre para erguer sua nova fábrica de motores e componentes automotivos, na cidade de Joinville, interior de Santa Catarina. A montadora obteve a licença ambiental necessária para a construção da unidade fabril, cujos investimentos estão estimados em R$ 350 milhões. A previsão é de que a produção na planta catarinense se inicie no fim de 2009. Lá serão fabricados 120 mil motores e 50 mil cabeçotes por ano para equipar os compactos Chevrolet Prisma sedã, Corsa hatch e sedã e a pick-up Montana.

A toda pressão
A Honeywell Turbo Technologies, fabricante dos turbos Garrett, atingiu no primeiro semestre desse ano a marca de 140 mil turbocompressores produzidos no país, um crescimento de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado. Instalada no Brasil desde 1976, a fabricante credita o crescimento não apenas à expansão do mercado de veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, mas também à demanda por peças de reposição.


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